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25 de jul. de 2016

[Resenha] Boneca de Ossos, de Holly Black

Esse é um daqueles livros que, mesmo voltado para um público infanto-juvenil, pode ser lido e apreciado por pessoas de todas as idades.

Boneca de Ossos conta a história de Zach e suas duas amigas, Alice e Poppy. Todos têm 12 anos e passam por um momento de transição. O trio adora inventar aventuras com seus brinquedos, ainda que muitos os vejam como grandinhos demais para brincar com bonecas, inclusive o pai de Zach, que toma uma atitude drástica para fazer o filho amadurecer. Mas antes disso acontecer, Alice e Poppy convencem o garoto a participar de uma última aventura, só que dessa vez a coisa é séria e envolve uma antiga boneca de porcelana e sonhos com uma menina morta há mais de um século.

Como já deu para notar, Boneca de Ossos fala sobre um tema universal: o amadurecimento. Nesse caso, o fim da infância e o começo da adolescência e Zach, Alice e Poppy lidam com essa transição de maneiras distintas. Assim que partem nessa última aventura, não demora para os três perceberem que a vida real é muito diferente das brincadeiras e das histórias que leem nos livros.

E é claro, temos a boneca, chamada de Rainha. É através da boneca que a autora flerta com o sobrenatural, deixando no ar a dúvida sobre o fantasma ser real ou não. A Rainha dá um tom mais sombrio ao livro e a verdade por trás de sua origem não é nada bonita.

Para completar, o livro (mesmo na versão e-book), apresenta ilustrações que dão um ar de fábula, mas ao mesmo tempo, criam uma atmosfera melancólica. Boneca de Ossos é uma leitura divertida e cativante, com um belo equilíbrio entre aventura e suspense. Recomendado.

Autora: Holly Black
Páginas: 224
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014

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27 de jun. de 2016

[Resenha] Assassin's Creed: Irmandade, de Oliver Bowden

Sequência direta de Renascença, Irmandade continua a saga de Ezio Auditore contra a família Bórgia. Dessa vez o cenário é a Roma renascentista, permeada por intrigas politicas.

Ezio descobriu o segredo da origem da Ordem dos Assassinos e dos Antigos. Convencido da importância de proteger o Pedaço do Éden, ele começa a convocar seus aliados e fortalecer a Irmandade em Roma para enfrentar um novo inimigo. Com o enfraquecimento de Rodrigo Bórgia, seus filhos Cesare e Lucrécia assumem o comando dos Templários, com um ódio renovado contra os Assassinos.

Embora todos os livros de Assassin's Creed estejam assinados por Oliver Bowden, tenho sérias suspeitas de que cada volume é escrito por um autor diferente, debaixo do mesmo pseudônimo. É notável como os três primeiros livros possuem estilos distintos. Em comparação com A Cruzada Secreta e Renascença, Irmandade possui uma narrativa mais seca e voltada para a ação. De fato, achei que há um número excessivo de combates e algumas sequências soam mais como um desvio na trama. Também é um livro mais pesado, com descrições gráficas das lutas e mortes.

O maior aspecto negativo de Irmandade é a ambientação. Coliseu, Vaticano, ruínas antigas... Sobram lugares interessantes em Roma e, por mais que a trama passe por alguns desses locais, a narrativa se limita a descrições rasteiras que não conseguem transmitir o peso e força dos sítios históricos.

Por outro lado, esse livro dá um destaque maior às figuras históricas. Nicolau Maquiável, Leonardo Da Vinci, Catarina Sforza e os Bórgia são presenças constantes, enriquecendo a trama e a experiência.

Dos três primeiros livros, Irmandade foi o que menos me divertiu. Ainda assim, o livro tem seus méritos e a presença de personagens históricos acrescenta um certo charme.

Autor: Oliver Bowden
Páginas: 394
Editora: Galera Record
Ano: 2012

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6 de jun. de 2016

[Resenha] Nuvem da Morte, de Andrew Lane

Sherlock Holmes é um daqueles casos raros de um personagem que transcende a ficção. Tanto que ainda hoje, muitos pensam que ele foi uma pessoa real. Todos os anos seu endereço em Londres, no 221B da rua Baker, recebe um enorme volume de cartas. Como se trata de um personagem de domínio público, muitos livros, séries e filmes foram adicionados à obra original de Arthur Conan Doyle.

É o caso de Nuvem da Morte, obra de Andrew Lane que aborda um lado pouco explorado do detetive mais famoso do mundo: sua juventude.

Sherlock tem 14 anos e descobre que durante as férias de verão do internato, será mandado para ficar com um casal de tios que mal conhece, no interior da Inglaterra. Quando duas mortes ocorrem em circunstâncias misteriosas, sua mente curiosa o empurra na direção da investigação promovida por seu tutor Amyus Crowe, responsável por instigar o jovem a usar seu intelecto privilegiado. Acompanhado do garoto de rua Matt e da filha de Crowe, Virgínia, Sherlock mergulha de cabeça num intrigado mistério que pode colocar em risco todo o país.

Apesar de ser um projeto ambicioso, Nuvem da Morte apresenta uma aventura bem redonda e até um pouco descompromissada. É possível notar no jovem Sherlock um esboço de sua personalidade marcante, mas por se tratar do primeiro volume de uma série, é evidente que Andrew Lane pretende prolongar a transformação do adolescente curioso no detetive excêntrico.

Em comparação com outros young adults, a narrativa tem um ritmo menos dinâmico. A maioria dos parágrafos é longa e isso acaba causando um cansaço maior durante a leitura. As sequências de ação e aventura, por outro lado, compensam com uma boa dose de tensão, prendendo o leitor.

Nuvem da Morte funciona como uma aventura divertida, que não tem a pretensão de emular os livros originais, mas sim de apresentar Sherlock Holmes para os leitores mais jovens.

Autor: Andrew Lane
Série: O Jovem Sherlock Holmes
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Ano: 2011

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2 de mai. de 2016

[Resenha] Renascença, de Oliver Bowden

Na minha resenha de A Cruzada Secreta, sugeri começar a saga Assassin's Creed por aquele livro por uma questão de cronologia. O lado ruim dessa escolha é que, em comparação, achei Renascença um livro muito mais redondo e divertido. Como o próprio título indica, a trama é ambientada na renascença italiana e tem como protagonista o herói mais popular da franquia Assassin's Creed, o charmoso Ezio Auditore.

É o auge do renascimento e o auge das guerras entre as cidades-estado italianas. Em Florença, o jovem Ezio leva uma vida de diversão e conquistas amorosas. Quando uma traição organizada pela família Pazzi e pelo poderoso Rodrigo Bórgia destroça os Auditore, Ezio descobre que sua linhagem está ligada a antiga Ordem dos Assassinos. Ela também fica sabendo que tanto os Pazzi quanto os Bórgia são Templários e que o destino dos Auditore era apenas parte de um plano de dominação muito maior.

Para vingar sua família e impedir que um imenso poder caia nas mãos dos Templários, Ezio irá passar pelo treinamento dos Assassinos, dominar suas técnicas, aprender sobre sua mitologia e viajar por Florença, Veneza, Roma e até mesmo o Vaticano, além de encontrar figuras ilustres pelo caminho, tais como Nicolau Maquiável, Catarina Sforza e Leonardo DaVinci, entre outras.

Como eu disse antes, Renascença é uma aventura redonda e bastante compulsiva. O livro se vale bem da ambientação e várias vezes coloca Ezio no meio de fatos históricos, ainda que não tenha a ambição de ser um retrato de época, mantendo o foco em sua própria trama.

Com um bom ritmo, personagens carismáticos, figuras e lugares históricos interessantes, Renascença é uma boa pedida para quem procura uma leitura de aventura com uma pitada de História.

Autor: Oliver Bowden
Série: Assassin's Creed
Páginas: 378
Editora: Galera Record
Ano: 2012

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25 de abr. de 2016

[Resenha] Alameda dos Pesadelos, de Karen Alvares

Já faz algum tempo que eu queria ler algo da Karen Alvares, e Alameda dos Pesadelos foi a primeira obra dela que tive em mãos. Bom, já disse aqui em algumas oportunidades que terror não é exatamente o meu gênero favorito, mas isso nunca me impediu de apreciar uma história de terror bem contada.

Vivian é uma mulher de meia idade que vive com o pai e com o filho, ainda criança, num pequeno apartamento em São Paulo. Mãe solteira, suporta um emprego que não gosta apenas para sustentar a família. Em outras palavras, uma mulher comum levando uma vida comum, isso até o momento em que Gabriel, o pai de seu filho que ela não via há tempos, reaparece em circunstâncias misteriosas. Logo, até o menino começa a ter visões com Gabriel, indicando que algo fora do normal está acontecendo. Esses eventos lançam Vivian em uma jornada sobrenatural e espiritual em que ela irá descobrir verdades sobre si mesma que jamais imaginou.

É difícil falar muito mais sobre a trama sem dar spoilers.

Um ponto de destaque no livro é a proximidade dos personagens com a realidade, sobretudo Vivian e seu pai, pessoas que qualquer um de nós conhece. Outro destaque é a capacidade da autora de criar imagens inquietantes sem apelar em momento algum. Todas as sequências ambientadas na casa, no vale e na Alameda dos Pesadelos em si, dão aquele frio na barriga.

O livro tem um tamanho mediano, a narrativa é acessível e com um ritmo dinâmico, o que ajuda a compelir os leitores adiante, porém, em alguns momentos achei que teria sido melhor desacelerar um pouco. Eu adoraria ter tido mais tempo para apreciar as nuances do duelo de vontades entre Vivian e Gabriel que ocorre dentro da casa antiga. Também tive esse mesmo sentimento na sequência em que Vivian descobre a verdade a respeito da foto e no capítulo que se segue a essa descoberta.

Num saldo final, Alameda dos Pesadelos é uma boa história de terror e uma boa dica para quem procura uma leitura mais densa.

Autora: Karen Alvares
Páginas: 264
Editora: Cata-vento
Ano: 2014
Para adquirir: https://amzn.to/2KVApZy
No Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/375770ED424428

4 de abr. de 2016

[Resenha] Carmilla, de Sheridan Le Fanu

Escrito por Joseph Sheridan Le Fanu, Carmilla foi uma das primeiras obras literárias de vampiros. Lançado em 1871, o livro foi uma das grandes inspirações de Bram Stoker para a criação de Drácula, vinte e seis anos depois.

Se em obras mais antigas os vampiros apareciam como pouco mais que monstros sanguessugas, Sheridan Le Fanu introduziu a figura do vampiro como uma criatura sedutora e sensual, mudando para sempre a forma como a ficção veria esses seres.

No livro, encontramos a jovem Laura, que vive com o pai em um castelo no interior da Alemanha. Após a morte repentina de uma amiga, Laura testemunha o acidente envolvendo a carruagem que transportava a linda e misteriosa Carmilla, que por força das circunstâncias acaba como hóspede no castelo. Conforme os dias passam, Laura se vê cada vez mais atraída pela convidada de hábitos excêntricos. Carmilla não tarda em declarar-se apaixonada, dando início a uma relação ambígua com sua anfitriã.

A maneira como Carmilla vive suas paixões, somada as reflexões que faz sobre a vida e a espiritualidade, a tornam a personagem mais envolvente do livro. Ainda que não seja dito em momento algum, Carmilla é claramente lésbica, e a tensão romântica e sexual que existe entre ela e Laura é intensa. Da dinâmica entre as duas nascem as passagens mais interessantes da narrativa.

Falando em narrativa, o ritmo e o vocabulário são o que se espera de um livro clássico. É uma leitura bastante curta, para ser terminada em pouco tempo. Sendo uma obra de domínio público, há várias versões disponíveis no mercado (algumas trazem o subtítulo "A Vampira de Karnstein", mas trata-se do mesmo livro).

O final repentino e sem um clímax pode ser um pouco frustrante, ainda assim, não diminuí em nada o brilho desse ótimo romance gótico.

Autor: Sheridan Le Fanu
Páginas: entre 88 e 160, dependendo da versão
Editora: varias
Ano: 1871

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28 de mar. de 2016

[Resenha] La Corte de Los Espejos, de Concepción Perea

La Corte de Los Espejos foi lançado em 2013 e desde então eu esperava pela chance de ler essa obra. A razão dessa espera é a pouca difusão do livro. Em primeiro lugar, trata-se de um título inédito no Brasil e em segundo, mesmo na Amazon, só é possível encontra-lo em espanhol, seu idioma original. Agora, com o meu curso de espanhol chegando ao fim, me senti confiante o bastante para encarar uma leitura nessa língua.

A obra de Concepción Perea é uma história dark fantasy, ou fantasia sombria. Nesse subgênero, também se encaixam As Crônicas de Gelo & Fogo e A Saga do Bruxo (mais conhecida no mundo dos games como The Witcher). Assim como nas obras de fantasia clássicas, La Corte de Los Espejos se passa num mundo cheio de magia e raças exóticas. Nesse caso, inspirado nas lendas celtas. No entanto, a narrativa apresenta um clima mais adulto, onde intrigas de poder são tão letais quanto um duelo de espadas.

A trama tem início anos após uma grande guerra e, ainda que sejam tempos de paz, algumas velhas feridas permanecem abertas. Tudo começa a mudar quando um misterioso assassinato dispara uma série de eventos envolvendo todas as esferas: desde os elfos da nobreza à centauros selvagens, de uma montanha governada por goblins escravagistas ao bordel de luxo de um charmoso sátiro.

A personagem mais memorável do livro é Nicasia, uma mestiça meio-goblin/meio-nocker, dona de um temperamento explosivo, mas que também possui um grande senso de justiça e é extremamente habilidosa na construção de máquinas e marionetes mágicas. A outra figura central é o gato Dujal, um conquistador bon vivant que passa por uma interessante jornada de amadurecimento. Apesar de serem rivais, Nicasia e Dujal são ligados por uma figura em comum de seu passado e decidem unir forças na tarefa de descobrir quem está tentando perturbar a paz na corte.

Em termos de tamanho, La Corte de Los Espejos é um calhamaço de quase 700 páginas. O livro não tem pressa na hora de mergulhar na mente de seus personagens ou quando o assunto é apresentar o mundo mágico de TerraLinde. Ainda assim, a narrativa é bastante envolvente e os personagens tem muito carisma. Altamente recomendado para quem não tem problema com a língua espanhola. E fica a torcida para que chegue logo ao Brasil.

Autora: Concepción Perea
Páginas: 672
Editora: Fantascy
Ano: 2013

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2 de mar. de 2016

[Resenha] A Cruzada Secreta, de Oliver Bowden

Para quem não conhece, Assassin's Creed fala sobre o embate de duas sociedades secretas. De um lado, temos os Assassinos e sua luta por liberdade, do outro lado estão os Templários que buscam controle. Essa rixa é quase tão antiga quanto a humanidade e as facções já utilizaram vários nomes diferentes. O confronto ainda prossegue nos dias atuais, com predominância dos Templários, que comandam algumas das maiores corporações do mundo.

Um dos grandes atrativos da franquia é misturar fatos e personagens históricos com ficção. A trama de A Cruzada Secreta se passa durante o auge das famosas Cruzadas. Tudo começa quando um grupo de Assassinos, liderados por Altaïr Ibn'la Ahad, tenta impedir que seus inimigos Templários coloquem as mãos na Maçã do Éden, o artefato místico mais poderoso do mundo. A missão acaba sendo um verdadeiro desastre, lançando Altaïr em uma longa jornada de redenção, ao mesmo tempo em que precisa impedir que os Templários utilizem a Maçã do Éden e lutar contra inimigos escondidos dentro da própria Ordem dos Assassinos.

A Cruzada Secreta é o terceiro volume da série Assassin's Creed, mas se passa cronologicamente antes dos dois primeiros. Para quem quiser acompanhar a saga dos Assassinos, recomendo que comece por aqui, assim tudo fará mais sentido quando ler Renascença e Irmandade, principalmente se você não conhece os jogos.

O livro apresenta altos e baixos. A narrativa tem um bom ritmo, a trama é bastante interessante e certamente a Ordem dos Assassinos e sua mitologia são cativantes. Por outro lado, os personagens carecem de profundidade, a relação de Altaïr e Maria não me convenceu em momento algum. E cenários históricos tão fascinantes pediam uma ambientação mais rica.

Em última análise, A Cruzada Secreta tem lá seus pontos negativos, mas não deixa de ser uma leitura divertida.

Autor: Oliver Bowden
Páginas: 336
Editora: Galera Record
Ano: 2012

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28 de jan. de 2016

[Resenha] O Espadachim de Carvão & As Pontes de Puzur, de Affonso Solano

Lançado no ano passado, esse livro é a sequência do sucesso nacional O Espadachim de Carvão, de 2013 (leia a resenha), embora acabe funcionando mais como um prelúdio. Como assim? Eu explico.

Após derrotar seu velho mestre, Adapak agora navega pelos mares à bordo do navio de Sirara. Ainda tentando entender o mundo exterior, visita uma vasta biblioteca onde descobre a história de Puzur, o dono anterior de suas três espadas. E está é a verdadeira trama principal do livro.

Puzur é um ladrão ushrani cheio de estilo numa jornada para recuperar um artefato mágico. Nessa jornada, ele tem a companhia de Laureana, uma jovem menestrel humana de origem humilde.

A principal característica da obra de Affonso Solano é apresentar sua própria mitologia, com raças e lendas únicas e é bom ver que o autor se esforçou para eliminar um ponto negativo do primeiro volume: com tantos nomes de especies diferentes, o leitor podia ficar um pouco confuso quanto a aparência desse e daquele personagem. O texto ressalta as características físicas de cada especie com maior frequência, o que faz muita diferença já que peles coloridas e corpos exóticos são a regra no mundo de Kurgala.

A narrativa de Solano continua ágil e fluida, com um vocabulário bastante acessível. A trama é bastante linear e assim como o livro anterior, é uma leitura rápida, que alguns leitores podem terminar numa tacada só. Recomendado!

Autor: Affonso Solano
Série: O Espadachim de Carvão
Páginas: 192
Ano: 2015
Editora: LeYa

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