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3 de dez. de 2018

[Indicação de game] Spider-Man


Se balançar entre os prédios de Nova York é uma sensação única, algo que você não vai encontrar em nenhum outro jogo. É incrível como essa mecânica funciona de forma natural, fluída e intuitiva. Zerei esse game com mais de 30 horas e mesmo depois de tanto tempo, cruzar a cidade por cima continuou sendo uma experiência tão divertida quanto na primeira hora.

Ufa... Agora que já tirei isso do peito, podemos continuar.

Com Spider-Man, a proposta do estúdio Insomniac Games e da Marvel era de criar um game definitivo do Homem-Aranha, fazendo por ele o mesmo que a série Arkham fez com o Batman. Acho que a missão foi cumprida com louvor.

19 de out. de 2018

[Indicação de game] Tales of Berseria


Mesmo sendo um grande fã de RPG japoneses, por alguma razão misteriosa nunca tive muito contato com uma das franquias mais importantes desse gênero: a série "Tales of..."Me lembro de ter jogado Tales of Mana, lá atrás no Super Nintendo. Depois dessa longa ausência, finalmente voltei para jogar Tales of Berseria.

O game conta a saga de vingança de Velvet: uma jovem de bom coração e até um pouco inocente que testemunha a morte de seu irmão num ritual que também a afeta, transformando-a num demônio. Após passar três anos trancafiada numa masmorra, Velvet consegue escapar e vai em busca do acerto de contas.

Não tem como falar desse jogo sem falar da sua heroína, ou melhor, anti-heroína. Velvet é uma personagem bastante interessante. Embora seu desejo de justiça seja legítimo, as experiências que passou a transformaram numa mulher fria e implacável, que não se importa em incendiar uma vila inteira para escapar de seus inimigos.

20 de ago. de 2018

[Indicação de game] South Park: A Fenda que Abunda Força


Continuação direta de The Stick of Truth, A Fenda que Abunda Força trás a turminha sem noção de South Park de volta aos games. Na trama, quando é oferecida uma recompensa em dinheiro para quem encontrar um gato perdido, as crianças logo vestem suas fantasias e partem em uma nova missão: criar uma franquia bilionária de super-heróis.

Em comparação com o jogo anterior, a mudança mais notável é no sistema de combate. Agora temos um RPG estratégico. Todos os personagens se movimentam pelo cenário durante as lutas e é possível ver o alcance dos ataques e das magias de cura. Nem preciso que isso me obrigou a tomar decisões com mais cuidado durante as batalhas. Outro ponto interessante é que muitas lutas tem regras próprias e objetivos especiais. A variedade é grande nos combates.

2 de jul. de 2018

[Indicação de game] Captain Spirit


Revelado apenas duas semanas antes de seu lançamento, Captain Spirit (ou mais precisamente, As Aventuras Iradas de Captain Spirit) foi um game que chamou a atenção por vários motivos. Primeiro, por ser ambientado no mesmo universo do aclamado Life is Strange. Segundo, o jogo está disponível para download gratuito. E por último, mas não menos importante, pelo trailer sensível e cativante.

O game conta a história de Chris, um garoto solitário que perdeu a mãe há pouco tempo e teve de ir morar com um pai que tem problemas com álcool. Sem amigos, ele passa o tempo se imaginando como o super-herói Captain Spirit.

Esse não é um game ao estilo tradicional, não há combates, níveis, nem coisas do tipo. As mecânicas de jogo são baseadas em explorar o cenário, interagir (ou não) com objetos e tomar decisões. Além, é claro, de controlar as brincadeiras de Chris. Tudo é tão simples que até mesmo quem não está acostumado à games conseguiria jogar sem problemas. Também é uma história curta, com cerca de uma hora e meia à duas horas de jogo.

O estúdio responsável, Dontnod, é conhecido pela sua capacidade de entregar roteiros de alto nível e personagens humanizados. Captain Spirit não foge a essa regra. Ao mesmo tempo em que fala sobre infância e inocência, a trama também mostra uma relação delicada entre um pai e um filho que pouco tem em comum. O roteiro do jogo acerta ao não vilanizar o pai de Chris. De fato, em alguns momentos é até possível sentir certa empatia por ele, apesar de suas falhas de caráter.

Captain Spirit é um jogo que vale muito à pena. Apesar de curta, essa é uma experiência marcante.

Plataformas: Playstation 4, Xbox One, PC
Gênero: walk simulator
Estúdio: Dontnod
Ano: 2018

14 de jun. de 2018

Top 5 - O Melhor da E3 2018


Sentimentos extremos marcaram o fim de semana mais aguardado do mundo gamer. Não teve meio termo. O que foi bom na E3, foi muito bom. E o que foi ruim, foi muuuito ruim (estou falando com vocês, Square e EA).

Bom, vamos falar das partes boas, né? Aqui vai a lista com os 5 games que me deixaram mais empolgado nessa edição da E3. Clicando nelas você pode conferir os trailers.

Confira o melhor da E3 2017

5 - Sekiro


Nova franquia da From Software (Dark Souls, Bloodborne). É um game de ação ambientado numa versão fantasiosa do Japão feudal. Ainda não temos detalhes da história, mas já deu pra ver um pouco do gameplay, que trás muitas das mecânicas comuns à jogos desse gênero. Ao mesmo tempo, fica notável a intenção de trazer elementos novos. E estou apostando que também vai ter a marca registrada da From Software: a dificuldade insana.

4 - Assassin's Creed Odyssey


Nenhuma edição da E3 está completa sem Assassin's Creed. Dessa vez a ambientação é na Grécia antiga, um dos cenários mais aguardados pelos fãs da série. Esse novo game promete completar a transformação da franquia num RPG. Além de ser possível escolher entre várias opções de diálogo durante as conversas, o jogo terá dois protagonistas: Alexios e Kassandra, e vai ser lançado ainda esse ano.

3 - Captain Spirit


Chris é um garoto orfão que vive com o pai no interior. Sem amigos, ele passa a maior parte do tempo se imaginando como um super-herói, enquanto lida com dificuldades do dia a dia. O jogo teve um dos trailers mais emocionantes da E3 e se passa no mesmo universo do aclamado Life is Strange. A melhor parte é que vai estar disponível gratuitamente dia 26 de junho. Promessa de muitos sentimentos aflorando durante o game.

2 - Ghost of Tsushima



Outra franquia nova e essa não poderia ter mostrado um cartão de visitas melhor. A ambientação é no Japão do século 13, durante as guerras contra os mongóis. A apresentação chamou a atenção pela direção impecável e a perfeição técnica. A ideia é recriar a atmosfera poética dos filmes épicos asiáticos (não consigo deixar de pensar nas produções do diretor chinês Zhang Yimou). A trilha sonora é belíssima e os cenários enchem os olhos.


1 - The Last of Us part II


A aguardada continuação finalmente ganhou um trailer de gameplay, destacando os novos gráficos e a evolução das mecânicas de jogo, que prometem elevar a jogabilidade a um novo patamar. O vídeo também destacou a evolução de Ellie, personagem que conhecemos como adolescente no primeiro game e agora retorna adulta, e mais badass do que nunca. A apresentação se destacou pelo clima sombrio e violento do jogo, sem falar na (infeliz) polêmica envolvendo um beijo lésbico.

Por mais que eu tenha me empolgado com o gameplay, o que realmente me fez colocar esse jogo em primeiro lugar é a chance de reencontrar Ellie e Joel, até porque nem sempre temos a chance de ver como a passagem do tempo afeta nossos personagens favoritos. Agora é aguardar.

7 de mai. de 2018

[Indicação de game] Horizon Zero Dawn


Desde que Horizon Zero Dawn foi anunciado, eu não via a hora de colocar as mãos nesse jogo. A imagem de uma jovem caçadora lutando contra dinossauros robô prometia um mundo diferente e inovador. Depois de zerar o game, preciso dizer que minhas expectativas não foram apenas cumpridas, mas superadas.

No game, assumimos o controle de Aloy, uma jovem que foi exilada ao nascer e passou toda a vida lidando com o desprezo dos membros da tribo dos Nora. Hábil caçadora e curiosa por natureza, ela embarca numa longa jornada para descobrir sua verdadeira origem. À medida que busca respostas sobre si mesma, Aloy também descobre a verdade por trás do fim da civilização dos Antigos e ao mesmo tempo percebe que ela própria é a chave para impedir que a humanidade desapareça em definitivo.

Já nos primeiros minutos, Horizon impressiona pelo visual belíssimo. A história se passa num futuro pós-apocalíptico, distante o bastante para quase não restarem mais traços da civilização dos Antigos (a nossa civilização, só pra constar).

O game é uma mistura de ação e RPG, além de apresentar um bom foco na exploração. Fiquei viciado nesse último elemento e com frequência perdia a hora para explorar mais cantos do mapa e juntar mais recursos. Mas certamente o que mais me chamou a atenção foram os seres que habitam esse mundo: máquinas cujo aspecto e comportamento lembram animais pré-históricos. Lutar contra elas é difícil, mas divertido. Chega a ser tentador desafiar um Tirânico (da imagem acima) ou um Arauto da Morte para uma batalha insana.

E apesar de tudo o que eu já disse, é no roteiro que Horizon Zero Dawn brilha de verdade. A trama é complexa e aborda elementos como meio-ambiente, preconceito, sacrifício e religião, entre outros. Meu lado autor não consegue deixar de pensar no quanto eu gostaria de ter escrito uma história como essa.

Pra encerrar, quero falar sobre a localização para português, que eu considero uma das melhores entre os games que já joguei, seja nas legendas, seja na excelente dublagem. Destaque para o maravilhoso trabalho de Tatiane Keplmair (a voz da Sakura, em Naruto) que dubla Aloy.

Enfim, não que esse seja um game perfeito (pessoalmente eu achei as missões paralelas um tanto rasas, assim como a maioria dos personagens secundários). Contudo, gostei tanto da minha experiência jogando Horizon Zero Dawn que qualquer problema parece pequeno.

Já entrou pra lista dos meus jogos favoritos!

Plataforma: Playstation 4
Gênero: ação, RPG
Estúdio: Guerrilla
Lançamento: 2017



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24 de fev. de 2018

Top 5 - Games baseados em livros

Atualmente, com as produtoras de games investindo cada vez mais em franquias multimídia, não faltam livros baseados em jogos, sejam adaptações diretas, sejam romances que complementam a história do jogo.

O caminho contrário também acontece. Embora não sejam tão comuns, existem games que foram buscar sua inspiração na literatura. Aqui vai uma lista com cinco jogos baseados em livros.

Créditos das imagens: Giant Bomb

5 - Parasite Eve


Lançado em 1995, o livro de terror do autor japonês Hideaki Sena conta a saga do dr. Nagashima. Inconsolável após a morte da esposa, ele inicia uma pesquisa para trazê-la de volta à vida através de um experimento com mitocôndrias (lembra das aulas de biologia?). Como você já deve estar imaginando, essa experiência sai muito mal.

O game foi lançado em 1998 para o PlayStation 1 e se tornou um clássico cult. Ambientado após o livro, o jogo trazia a heroína Aya Brea lutando contra uma infestação de mitocôndrias inteligentes, capazes de tomar a mente dos seres humanos. A jogabilidade apresentava uma mistura de shooter com RPG que é comum hoje, mas era novidade na época.


4 - Rainbow 6


Quando um grupo terrorista realiza um ataque simultâneo em três países diferentes, o agente especial John Clark é encarregado de reunir uma força-tarefa formada por seis membros de diferentes países, com o objetivo de impedir um atentado durante as Olimpíadas. Um thriller de ação e espionagem com o selo de qualidade Tom Clancy.

Espionagem, terroristas, equipes diversificadas, ação e tiroteios... Partindo desses elementos, a desenvolvedora Ubisoft criou uma franquia de jogos de tiro multiplayer que se tornou um sucesso e já rendeu nada menos que 19 games.



3 - Terra-Média: Sombras de Mordor


Tolkien dispensa apresentações. O Senhor dos Anéis não é "só" um dos pilares da literatura de fantasia, é também uma das obras mais importantes da literatura como um todo. A série conta a saga épica de Frodo Bolseiro e seus companheiros para destruir o Um Anel, e assim, selar o poder maligno de Sauron, o Senhor do Escuro.

Ambientado antes de O Senhor dos Anéis, Sombras de Mordor conta a jornada de vingança do guardião Talion. É um bom game de ação e aventura e foi lançado no Brasil com uma ótima dublagem nacional. Recebeu uma continuação que não repetiu o mesmo sucesso.


2 - Metrô 2033


Do russo Dmitry Glukhovsky, o livro mostra um futuro pós-guerra nuclear no qual as ruas de Moscou foram tomadas por monstros e a população passou a habitar as linhas de metrô. Nessa nova sociedade, o jovem Artiom encara uma jornada para descobrir a verdade sobre seres telepáticos que começaram a surgir. A obra alterna momentos tensos e cenas de ação com filosofia e reflexões sobre a sociedade.

Lançado em 2010, o game aposta no gênero survival horror e traduz com perfeição o cenário sombrio do livro. Mesmo sem se tornar um campeão de vendas, o jogo ganhou o status de cult e se destaca pela ambientação. Gerou duas continuações igualmente cultuadas.


1 - The Witcher


Lançada no Brasil como A Saga do Bruxo, a série do polonês Andrzej Sapkowski narra as aventuras do caçador de monstros Geralt de Rivia. O mundo em que a história se passa mescla elementos de alta fantasia com jogos políticos. Alguns dos livros são de contos, outros são romances.

Embora os dois primeiros games tenham feito sucesso moderado, foi com The Witcher III: Wild Hunt que a franquia explodiu em popularidade, sendo hoje uma referência. Os jogos se destacam pela jogabilidade complexa, pelo mundo aberto bem elaborado e pelo conteúdo adulto.

Em tempo, a Netflix adquiriu os direitos sobre a franquia e está trabalhando numa adaptação.

10 de out. de 2017

[Indicação de game] Street Fighter V

Nota: existem muitas resenhas de games por aí, esse texto é sobre minhas impressões pessoais.

A polêmica foi tão grande no lançamento de Street Fighter V que eu não sabia exatamente o que esperar. Agora que estou com ele em mãos, acho que SFV é um dos melhores jogos da franquia. E ao mesmo tempo, também é um dos piores.

Acontece que o game foi lançado com poucos recursos e apenas um único modo de jogo. Naturalmente, muita gente reclamou de ser um produto inacabado. Eu cheguei mais de um ano depois e, como adicionaram conteúdo de lá para cá, essa sensação não incomoda tanto. Mesmo assim, o game ainda está incompleto, tanto que há uma grande atualização agendada para o começo de 2018.

São 16 lutadores na versão básica e estranhei um pouco a lista de personagens. Mesmo que a maioria sejam veteranos, boa parte deles não é do primeiro escalão, como Nash, Karin, Birdie e outros. Guile, Akuma e Balrog só estão disponíveis em DLCs e sinto muita falta de Sagat, Sakura e Blanka (o RH da Shadaloo só pode estar brincando para demitir o Sagat e contratar um personagem tão ridículo como o Fang no lugar). Entre os novatos, Rashid e Laura são os mais legais.

O modo versus é, de longe, o melhor. Os gráficos em 2,5D estão bonitos e a movimentação é fluída. A quantidade de combos e golpes especiais aumenta a variedade e deixa as lutas mais divertidas. Sério, tudo funciona com perfeição durante as lutas.

Fora delas, a situação é bem diferente. A variedade dos modos de jogo é pequena e pouco inspirada. No geral, a apresentação é pobre, com pouco trabalho de vozes e muuuitos loadings. Também há um modo de história gratuito que precisa ser baixado separadamente. Infelizmente, meu console nunca consegue ir além da primeira tela de loading, então "não sou capaz de opinar" sobre isso.

Meu conselho para quem quiser jogar SFV é: vá direto para as lutas. Ali, todos os problemas desaparecem. De resto, prossiga com cautela.

Plataformas: Playstation 4, PC
Gênero: luta
Desenvolvedor: Capcom
Lançamento: 2016



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17 de jun. de 2017

Top 5 - O melhor da E3 2017


A edição desse ano da E3 foi curiosa. Se por um lado tivemos muitos bons jogos, por outro lado, faltou "aquela" revelação que derruba fóruns e monopoliza conversas. O que fica é o fato de que tem muita coisa boa vindo por aí.

Quem me acompanha nas redes sociais, especialmente no Twitter, deve ter me visto comentar bastante durante as conferências. Esse ano, decidi fazer algo diferente e pela primeira vez, vou listar os 5 games que mais me empolgaram.

5 - Anthem


Nova franquia da Bioware, Anthem teve dois trailers na E3, sendo que um deles foi um gameplay mostrando um mundo belíssimo, que combina máquinas gigantes, feras soltas na natureza, vilas retrô e armaduras modernosas. Uma boa chance para a Bioware se recuperar do tropeço de Mass Effect: Andromeda.

4 - Far Cry 5


Pelo que foi apresentado, Far Cry promete trazer sua mecânica tradicional, com algumas melhorias. O que realmente me chama a atenção nesse jogo é a proposta de mostrar uma "seita" ultraconservadora no coração dos Estados Unidos. Nada mais atual.

3 - God of War


Nunca fui um grande fã da franquia God of War, mas fiquei muito curioso desde o anúncio deste game, e o que foi mostrado na E3 apenas aumentou minha curiosidade. A mecânica de jogo clássica da série foi colocada de lado em prol de um tipo novo de gameplay e uma história mais intimista, mostrando o relacionamento de Kratos com seu filho.

2 - Assassin's Creed Origins


Eis aqui uma das minhas franquias favoritas. Origins vem com a proposta ousada de reinventar Assassin's Creed. Embora a furtividade e a reconstrução de períodos históricos continuem sendo o ponto alto, há muito mais elementos de RPG e as mecânicas de combate foram totalmente repensadas. Ainda cabe o registros de termos um Egito antigo sem whitewashing.

1 - Spider-Man


Desde o início, ficou claro que a proposta desse game era fazer pelo Amigão da Vizinhança, o mesmo que a série Arkham fez por Batman. E a julgar pelo gameplay espetacular mostrado na E3, a tarefa deve ser cumprida com louvor. Tudo indica que o Homem-Aranha vai finalmente ganhar um jogo à sua altura. O difícil é segurar o hype!

15 de mai. de 2017

Top 5 - Melhores filmes baseados em games

Filmes baseados em games existem aos montes. Muito mais do que a gente imagina num primeiro momento. O que não é novidade para ninguém é que a maioria dessas adaptações são de qualidade pra lá de duvidosa, indo desde grandes fiascos até produções de oitava categoria.

Fazer uma lista de adaptações ruins é uma tarefa das mais fáceis. O difícil é encontrar diamantes no meio desse mar de bijuterias. Tanto que mesmo os filmes desse Top 5 estão longe de serem unanimidades.

Lembrando que o principal critério desse ranking é unicamente o meu gosto pessoal, mas fique a vontade para deixar a sua opinião :D

5 - Mortal Kombat (1995)


Dirigido pelo famigerado Paul W. S. Anderson - numa fase pré-Milla Jovovich - Mortal Kombat pode até parecer lento para os padrões atuais, mas na época suas sequências de luta conseguiram chamar a atenção, assim como as locações, além da música-tema mais épica de todos os tempos! Apesar do roteiro simples e da ausência da violência característica de MK, o filme conseguiu agradar parte dos fãs, levando a melhor na comparação com o imperdoável Street Fighter: A Batalha Final, lançado um ano antes.

4 - Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010)



Adaptação de uma das séries mais cult dos games, Príncipe da Pérsia tinha tudo para dar certo: um elenco de renome, boa direção e ótima produção. Ainda assim, o filme não emplacou na bilheteria e qualquer chance de uma continuação foi engavetada. Uma pena, pois se trata de uma aventura bem redonda, que vale uma sessão com toda a família.


3 - Kingsgslaive: Final Fantasy XV (2016)


Desenvolvido em segredo até as vésperas de seu lançamento, Kingsglaive tem um elenco de dublagem de peso e consegue, não só contar uma história ligada ao universo de Final Fantasy XV, mas também entrega um filme fechado, com começo, meio e fim. Dessa forma, é possível curtir o longa mesmo sem saber nada dos jogos. Kingsglaive perdeu alguns pontos com os fãs por ter uma trama simplificada em comparação com os games. Apesar disso, não deixa de ser um bom filme de ação, com sequências de tirar o fôlego.

2 - Assassin's Creed (2016)


Adaptação de uma das franquias mais populares da atualidade, Assassin's Creed recebeu reações mistas, tanto do grande público quanto dos gamers. O filme lida muito bem com as limitações de orçamento e, apesar de não ser perfeito, é bem divertido. Umas das poucas adaptações que conseguiu receber boas críticas dos jogadores e também de quem não conhece os games.

1 - Need for Speed (2014)


Curiosamente, o primeiro colocado dessa lista é o filme que menos se parece com um game. Need for Speed apresenta um ótimo equilíbrio entre cenas de ação (muito bem dirigidas) e humor. Apesar de não ter sido um sucesso estrondoso, a produção conseguiu boas bilheterias e pode ganhar uma continuação ou um reboot. A maior dificuldade para essa série nos cinemas é a concorrência quase desleal com a gigantesca franquia Velozes & Furiosos.

29 de mai. de 2015

[Game] Dragon Ball Xenoverse


Dragon Ball Z é um anime que conta as batalhas de Son Goku, um saiyajin criado na Terra que… er… bom, vocês sabem.

Os Guerreiros Z tem uma longa trajetória no mundo dos games, com um grande lançamento em quase todos os anos. Jogos que nos últimos tempos tem sofrido para escapar da sombra de Budokai 3, que apesar de ter sido lançado em 2004 (duas gerações e mais de uma década atrás), ainda é considerado pela maioria o melhor game de DBZ já feito.

Tentando sair dessa sombra, Dragon Ball Xenoverse chegou para diversas plataformas no começo de 2015 com uma proposta mais ambiciosa que os jogos recentes de Goku & Cia. A começar pelo fato de não ser um game de luta tradicional. O foco está todo em uma campanha que mescla elementos de RPG.
Tudo começa quando uma força misteriosa aumenta o poder dos vilões Freeza, Cell e Maijin Buu em diferentes momentos da história, provocando mudanças perigosas na linha do tempo. Trunks, que agora é membro da Patrulha do Tempo, pede para Shenlong lhe enviar um aliado poderoso o bastante para ajudar na nova batalha.

Esse aliado é ninguém menos que você. Em Xenoverse, você cria o seu próprio Guerreiro ou Guerreira Z, toma parte em algumas das batalhas mais memoráveis de Dragon Ball Z e interage com os heróis clássicos, o que resulta em pequenas mudanças em comparação com a história original. No momento da criação, é possível escolher entre cinco raças diferentes e, com a campanha rolando, dá para customizar as roupas e técnicas especiais — como o mundo de DBZ não precisa de mais caras bombados, eu joguei com uma garota saiyajin que evoluiu até super saiyajin 2.


O sistema de batalha é bem diferente do tradicional um-contra-um lateral. As lutas acontecem em grandes cenários abertos e combates em grupo. No começo, estranhei um pouco, mas assim que se pega o jeito, tudo fica bem instintivo. É notável o cuidado que tiveram para reviver o clima do anime: movimentos, golpes e até efeitos sonoros foram recriados com perfeição. Só a escala de destruição é que deixa um pouco a desejar.

Esse cuidado reflete o quanto o game é voltado para os fãs. Falam em distorções no tempo, mas em nenhum momento explicam quais mudanças ocorreram, assumindo que os jogadores já sabem que Raditz não deveria derrotar Goku e Piccolo.

A má notícia é que Xenoverse tem pontos negativos demais para serem ignorados. Os maiores estão justamente nas batalhas. Embora as lutas empolguem no começo, com o tempo elas se tornam um tanto repetitivas, já que todos os personagens seguem mecânicas de combate semelhantes. A câmera é aberta, movendo-se de forma independente; infelizmente, como é comum em câmeras desse tipo, tudo fica muito confuso quando o jogador se aproxima das paredes.

Há duas opções de dublagem: japonês e inglês, sendo que esta última possui uma sincronia labial sofrível. Apesar dos menus e legendas estarem em português, o trabalho de tradução e adaptação não foi bem feito. Alguns personagens e técnicas são chamados por mais de um nome e são utilizados substantivos e pronomes masculinos com as personagens femininas o tempo todo. Nada que atrapalhe muito, mas incomoda.

Concluindo: Dragon Ball Xenoverse acerta em muitas coisas, mas também tem muitos pontos negativos. É possível se divertir bastante com o jogo, desde que você seja capaz de relevar esses problemas.

Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC
Gênero: luta
Estúdio: Bandai Namco
Lançamento: 2015

28 de jun. de 2014

[Game] South Park - The Stick of Truth

Ame-o ou odeio-o, South Park é um desenho que inegavelmente conquistou seu lugar na cultura pop, com seu elenco de garotos boca-suja e um humor que vai da sátira ao nonsense, sempre chegando perto dos limites do bom gosto e outras vezes ultrapassando essa linha sem a menor cerimônia. Curto muito as primeiras temporadas, mas não venho acompanhando nos últimos anos. Como a maioria das série longevas, South Park tornou-se vítima de sua própria fórmula.

Apesar do sucesso na TV, a série nunca teve a mesma sorte nos videogames, limitando-se a poucas tentativas que nem são dignas de nota. Foi então que os criadores da série entraram na parada com a proposta de fazer um game que parecesse um episódio jogável do desenho. O resultado é South Park - The Stick of Truth, para PS3, Xbox 360 e PC.

A história do game gira em torno do Cajado da Verdade, um artefato que dá ao usuário poderes para controlar todo o universo! Atualmente, o Cajado está em posse do líder dos humanos, o mago Cartman e seus aliados: a princesa Kenny e o paladino Butters. Porém, o rei dos elfos, Kyle, acredita que não é seguro manter um item tão poderoso com os humanos e pretende tomá-lo com a ajuda do ranger Stan e do bardo Jimmy. Tudo muda com a chegada de um novo garoto, que ambos os lados acreditam ter o poder para conquistar a vitória final. Claro que esse Novato é o jogador (ou seja, você).

A princípio, essa premissa estilo Senhor dos Anéis parece estranha, mas tudo não passa de uma grande brincadeira dos garotos. As armaduras são fantasias, as espadas são de madeira ou papelão, os itens de cura são salgadinhos e refrigerantes e o próprio Cajado da Verdade é apenas um graveto. Por outro lado, existe uma ameaça real que irá surgir com o desenrolar da trama.

Em termos de jogabilidade, South Park - The Stick of Truth é um RPG de turnos à moda antiga, baseado em ataques, magias, itens de cura e status especiais. O sistema é simples, mas com alguns toques de complexidade (é preciso apertar o botão no tempo certo para aumentar a força dos golpes e defesas). É possível customizar a aparência do Novato, no entanto, será sempre um menino, não é possível escolher uma menina. O game não tem dublagem brasileira, mas vem com legendas e menus em português. A tradução foi muito bem feita, mantendo a maioria dos nomes e termos do desenho, além de palavrões sem censura, afinal, não seria South Park sem palavrões.

A principal característica do jogo é ser extremamente fiel ao seu material original, partindo do princípio que os jogadores já estão familiarizados com os personagens e o mundo que habitam. Para onde quer que se olhe, há uma referência a algum episódio. As piadas são as mesmas da TV (na verdade, há anos não me divirto tanto assim com o desenho), o que significa que se você não gosta do humor da série, provavelmente não vai gostar do game.

Em resumo, South Park - The Stick of Truth é um game muito divertido, com um bom sistema de batalha e muito (mas muito mesmo) humor ácido, mas eu vejo como um grande fanservice. Para quem curte o desenho, é imperdível. Se não for o seu caso, pode não ser o jogo mais adequado para você.

Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC
Gênero: RPG
Estúdios: Obsidian, South Park Digital, Ubisoft
Lançamento: 2014

19 de abr. de 2014

Top 5 - Games Favoritos

Os videogames fazem parte da minha vida e por isso acabam tendo influência na minha obra de uma forma ou de outra. Meu primeiro aparelho foi um Atari 2600, depois vieram Nintendinho, Super Nintendo, Playstation, Playstation 2 e  atualmente estou no X Box 360. Ainda não sei quando vou passar para a nova geração. Minha preferência seria pelo PS4, mas por questão financeiras, acho que vou ficar no XOne.

E já que o assunto são os jogos eletrônicos, aqui está uma lista com meus cinco games favoritos em todos os tempos. Precisei pensar muito, mas acho que essas são, realmente as melhores experiências de jogo que tive. Seria impossível pra mim rankear esses games por ordem de preferência, por isso estão listados por ano de lançamento.

Super Mario World (1990)



A história de Super Mario World é aquela que você já conhece muito bem. Bowser capturou a Princesa Peach e cabe à Mario e Luigi atravessar 8 mundos diferentes para salvá-la. Como a maioria dos jogos do Mario, é extremamente viciante, tem uma quantidade imensa de fases secretas, desafio crescente e, é claro, tem Yoshi, o simpático dinossauro que serve de montaria. Um verdadeiro clássico!

Pro Evolution Soccer (1994)



Pro Evolution Soccer, ou simplesmente PES é um game de futebol que atravessou décadas desde os tempos do Super Nintendo (quando se chamava International Superstar Soccer). Ainda hoje, o jogo sofre por falta de licenças oficiais. Muitos times tem nomes e escudos errados (felizmente é possível editar tudo), mas quando o assunto é bola rolando, sempre preferi PES ao FIFA. Nos últimos anos, a versão brasileira tem vindo com narração do grande Sílvio Luiz e comentários de Mauro Beting.

Final Fantasy IX (2000)



FFIX começa com o jovem Zidane e seu grupo teatral preparando uma apresentação que servirá de distração para que a princesa Garnet possa fugir do castelo. Esse é apenas o início de uma série de eventos que culminará em uma batalha cósmica pela salvação de dois mundos! Nostalgia é a palavra-chave do meu Final Fantasy preferido, com muitas referências aos games que vieram antes. O jogo tem como canção-tema a inesquecível Melodies of Life, na voz de Emiko Shiratori.

Shadow of The Colussus (2005)



Conta a história de Wander, um jovem guerreiro que faz um pacto com uma entidade: se ele derrotar 16 criaturas colossais, a entidade ressuscitará sua amada Mono. Continuação espiritual de Ico (outro ótimo jogo da mesma produtora), Shadow of The Colussus oferece uma experiência única no mundo dos games! Nada se compara à escalar um inimigo gigantesco à procura de seus pontos fracos. Como se não bastasse, SoTC ainda traz uma reviravolta surpreendente no final.

Trilogia Mass Effect (2007)



Mass Effect acompanha a saga do comandante Shepard e seus aliados na luta contra os Reapers, uma raça de aliens cibernéticos que destruiu todas as formas de vida da galáxia há 50 mil anos e agora quer repetir a dose. Com uma mistura de RPG e tiro em terceira pessoa, ME se destaca por dar ao jogador a chance de contar sua própria história: é possível customizar o personagem principal (incluindo sexo e aparência) e escolher que caminho seguir, que postura tomar diante da guerra, quem serão seus interesses românticos, etc. E cada escolha tem um reflexo na trama.

30 de nov. de 2013

[Game] Grand Theft Auto V

Grand Theft Auto V é o novo capítulo da controversa série de jogos da Rockstar. Uma palavra sobre esse game: Uau! Comecei minha primeira sessão com as expectativas lá no alto e tenho que dizer que GTA 5 superou todas elas!

Quem experimentou os games anteriores ou já está habituado à mecânica de jogos de mundo aberto não deve esperar por grandes inovações.

Não, o que realmente destaca esse game dos demais é a quantidade inacreditável de possibilidades: desde dirigir carros e motos à pilotar helicópteros, aviões e submarinos; de jogar tênis ou golfe à praticar ioga; de administrar seu próprio negócio (lícito ou não) à investir em ações na bolsa de valores, de dar um rolé com os amigos à colecionar fotos das strippers com as quais você dorme. E isso é só um pouco (quase nada) da lista imensa de coisas para se fazer na cidade fictícia de Los Santos.

Aliás, todos os aspectos do jogo são grandiosos. O tamanho da cidade é absurdo, como também é o cuidado com os detalhes. É possível notar a textura do asfalto enquanto dirige, as ruas são sinalizadas, todas as lojas têm nomes e por aí vai. Nenhum outro game conseguiu emular o mundo contemporâneo nesse nível.

A maior inovação que GTA 5 trás em matéria de gameplay é o fato de termos não um, mas três personagens principais. São eles: Michael De Santa, um ladrão de bancos aposentado que vive em uma mansão e está sempre em pé de guerra com a esposa e os filhos; Franklin Clinton, rapaz do subúrbio que mora com uma tia bagaceira e vive de pequenos golpes, mas que está cansado de se arriscar por ninharias; e Trevor Phillips, um antigo parceiro de Michael que pode ser descrito como um sujeito psicótico, violento e alucinado… não só é um maníaco, como gosta disso!



Como é possível alternar entre eles quase que livremente (dentro e fora das missões), cabe ao jogador a tarefa de cuidar da aparência, casas, carros, roupas, economias, equipamentos e negócios de cada um dos três. Isso dá uma perspectiva totalmente nova ao jogo.

Os games da Rockstar são conhecidos por serem polêmicos e GTA 5 não foge à regra. Nossos “heróis” são pessoas que vivem à margem da lei (cabe ressaltar que pessoas honestas são raridade em Los Santos). Roubar carros, usar drogas, aplicar golpes milionários, fugir da polícia… tudo isso é rotina! O jogo chega ao extremo de ter uma cena de tortura interativa, onde o jogador escolhe uma "ferramenta" e deve executar comandos para utilizá-la no pobre torturado.

Mas para aliviar o clima pesado, tudo é pontuado por muito, muito humor negro. Especialmente nos desenhos e reality shows que o jogador pode assistir na TV, que criticam de forma bastante ácida o que anda passando pelas telinhas atualmente.

Se você não lida bem com o politicamente incorreto, Grand Theft Auto V não é o seu jogo. Caso contrário, é um game imperdível! Não só um dos melhores do ano, mas um dos melhores em todos os tempos!

Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC
Gêneros: ação, aventura, tiro em terceira pessoa
Lançamento: 2013
Estúdio: Rockstar



12 de out. de 2013

A oitava geração dos videogames

O mercado dos games está mais consolidado do que nunca. O faturamento monstruoso de GTA 5 (muito acima de qualquer outra mídia de entretenimento nos últimos anos) chamou a atenção até de que quem nunca deu muita bola para os jogos eletrônicos. É nesse clima de grandes expectativas para o futuro que mais uma geração de consoles vêm chegando, a oitava.

Um rápido resumo sobre a evolução dos games e os principais consoles de cada fase:


1ª. geração: Atari 2600 reina absoluto;
2ª. geração (8 bits): Nintendinho, Master System;
3ª. geração (16 bits): Super Nintendo, Mega Drive e, correndo por fora, Neo Geo - essa ainda é uma das eras mais queridas pelos gamers das antigas;
4ª. geração (32 bits): Playstation, Sega Saturn e Neo Geo CD;
5ª. geração (64 bits): mesmo tecnologicamente superior, o Nintendo 64 não consegue retomar o mercado;
6ª. geração (128 bits): com o fracasso do Dreamcast (da Sega), o mercado se resume a três fabricantes de consoles. É a era do Playstation 2 da Sony, do XBox da Microsoft e do Game Cube da Nintendo;
7ª. geração (a mais longa de todas): Playstation 3, XBox 360 e Nintendo Wii.

A oitava geração vem cheia de expectativa, já que ao contrário do que vinha acontecendo, teremos 2 novos consoles bem diferentes entre si. Me parece que o Playstation 4 tem seu foco nos heavy gamers, investindo em um hardware poderoso e mais investimentos nos independentes; já o XBox One aposta na integração de várias plataformas como TV on demand e compatibilidade com o Skype.

E então, qual é a preferência de vocês? PS4 ou X OneAbaixo tem um vídeo com os principais jogos já confirmados (exclusivos e multiplataforma).

17 de ago. de 2013

[Game] Bioshock Infinite

Bioshock Infinite começa com o protagonista Booker DeWitt sendo conduzido de canoa à um farol debaixo de uma forte chuva. Ele tem um revolver, a foto de uma jovem e uma ideia em mente: "Entregue a garota, livre-se da dívida". A garota em questão é Elizabeth, uma jovem misteriosa que possui o poder de abrir portais dimensionais. Ela é mantida cativa sem qualquer contato com o mundo exterior em uma torre na cidade voadora de Columbia. Claro que essa não será uma missão fácil, já que o Songbird, um pássaro de metal gigante vai fazer de tudo para impedir que Elizabeth deixe a cidade.

Apesar de eu curtir jogos de tiro em 3º pessoa, não sou assim tão fã de tiro em primeira pessoa. Mas quando vejo um game com uma premissa tão interessante e um background tão rico, eu simplesmente preciso jogar! Sou o tipo de jogador que valoriza mais uma boa história do que o gameplay (embora eu concorde que uma mecânica de jogo ruim estraga qualquer roteiro).

O jogo é ambientado em 1912 e combina o retrô com elementos steampunk, com uma tecnologia improvável, como cavalos mecânicos. Toda a história gira em torno de Elizabeth: seu poderes, seu passado e o futuro que o líder de Columbia, Comstock planeja para ela. Tão logo chega à cidade, Booker se vê dentro de uma igreja, e de fato, a religião é quem comanda tudo aqui. Comstock é venerado pelos moradores que o chamam de "O Profeta".

Mas nem tudo são flores. Enquanto a elite de Columbia é formada por brancos em sua maioria, os membros do movimento rebelde Vox Populi são quase todos negros, cujos métodos são tão questionáveis quanto os do Profeta. Como dá pra ver, esse é um jogo que não foge de temas complexos.

Outra questão que os poderes de Elizabeth deixam no ar é: "o que você faria se tivesse outra chance? se pudesse viver outras vidas?".


Em Bioshock Infinite, a visão em primeira pessoa não é só um aspecto técnico, é uma escolha artística. A ideia dos produtores da Irrational Games é que você veja tudo com seus próprios olhos. Desde a cena de abertura na canoa até o final do jogo, tudo é visto em primeira pessoa, não há nenhuma cutscene onde Booker seja visto do ponto de vista de um observador "de fora". Você não vai ver os inimigos chegando até que se vire na direção certa. E há muito para ser visto. Columbia é um lugar deslumbrante! Alguns cenários são belíssimos, outros são sombrios, mas todos de um realismo impressionante!


Elizabeth estará ao seu lado durante 99% do tempo, mas você não precisa protegê-la durante as lutas. Ao contrário, ela ajudará jogando munição e itens de cura, o que faz dela uma excelente parceira. Na verdade, desde Ico eu não via um game que investia tanto na relação do jogador com um personagem do jogo.

Em resumo, Bioshock Infinite combina tudo que um grande game deve ter: uma história inteligente, um ótimo gameplay, personagens carismáticos e um cenário espetacular! Sério candidato a jogo do ano!

Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC
Gênero: tiro em primeira pessoa
Lançamento: 2013
Estúdios: Irrational Games, 2K