18 de jan de 2014

Top 5 - Livros Clássicos

Por culpa de uma política equivocada das escolas de empurrar a literatura clássica goela abaixo dos alunos (uma atitude que todos reconhecem como problemática, mas que ninguém tenta mudar), muita gente acaba tendo aversão a esse tipo de leitura.

Atualmente, tenho lido muita literatura moderna, mas também curtos a clássica e acho que ainda podem render excelentes leituras. Aqui vai um Top 5 com meus livros clássicos favoritos. Boa leitura!

5 - Frankenstein, de Mary Shelley



Durante uma expedição rumo ao Pólo Norte, a tripulação de um navio se depara com um homem moribundo à deriva no mar congelado, chamado Victor Frankenstein. Ele conta sua história ao capitão, revelando como a obsessão com a vida e a morte o levou a estudar ciências até se tornar capaz de criar uma criatura inteligente em seu laboratório. A narrativa prossegue relatando a série de eventos que levara criatura e criador a se voltarem um contra o outro.

Escrito pela britânica Mary Shelley em 1817 quando tinha apenas 19 anos, Frankenstein é uma das obras de maior influência na cultura pop. O livro conta uma história bem diferente daquela imortalizada pelo de filme de 1931, estrelado por Boris Karloff. Trata-se de um romance de terror gótico, que mostra os perigos de brincar de Deus. Apesar da idade, tem uma linguagem bem acessível para os dias de hoje.

4 - Crime & Castigo, de Dostoiévski



Conta a história de Raskólnikov, um jovem estudante de Direito que passa os dias vagando pelas ruas de São Petersburgo. Muito pobre e dotado de uma mente inquieta, é atormentado pelo impulso de realizar algum feito grandioso. Desesperado para resolver os problemas financeiros da família, elabora e executa um plano extremo: assassinar e roubar uma velha agiota. Atormentado por sua consciência, ele passa a transitar em um cenário repleto de figuras trágicas, mas notáveis.

Publicada em 1866, Crime & Castigo é considerada uma das maiores obras literárias de todos os tempos, e por bons motivos. Mais que um drama, o livro é um verdadeiro estudo sobre a alma humana e o existencialismo. Através dos personagens, Dostoiévski faz ensaios sobre espiritualidade, ganância, sanidade, amor e outros temas. Uma leitura complexa, mas muito instigante.


3 - Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis



Após a morte, o figurão Brás Cubas decide contar ao leitor sua autobiografia, narrando sua trajetória como membro de uma típica família de elite do Rio de Janeiro do século 19. As festas da alta sociedade, a relação com a irmã, a amizade com o filosofo Quincas Borba e o romance secreto com a esposa de um político são apenas algumas das passagens que o defunto-autor narra com a "pena da galhofa".

Lançado originalmente como um folhetim em 1880, Memórias Póstumas de Brás Cubas é considerado o marco inicial do realismo no Brasil, devido a sua linguagem ácida e sem rodeios. Sem falsos idealismos, Machado nos mostra a luta de classes, o adultério e a mesquinharia sob o ponto de vista irônico e pessimista do personagem principal. O livro ainda se destaca por romper com a narrativa linear e com as estruturas tradicionais dos romance da época.

2 - Drácula, de Bram Stoker



A história começa quando o corretor imobiliário Jonathan Harker viaja para se encontrar com o Conde Drácula, uma misteriosa figura que vive em um castelo no coração da Romênia e deseja comprar terras em Londres. Logo, o corretor percebe que há algo de sobrenatural em Drácula, mas já é tarde para impedi-lo de chegar à Inglaterra e aterrorizar Mina, noiva de Harker e sua amiga, Lucy. Liderados pelo professor Van Helsing, um grupo de homens começa uma caçada ao vampiro.

Bram Stoker não criou os vampiros, mas seu romance de 1879 redefiniu para sempre a nossa visão sobre essas criaturas. Narrado através dos relatos de diferentes personagens, mostra um conflito entre o racional e o sobrenatural, pontuado com momentos de terror e sensualidade, embora nem sempre narrados de forma direta. Com um estilo detalhista e envolvente, Drácula não perdeu nada do clima de mistério original.

1 - Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas



Sonhando com uma vida emocionante, o jovem espadachim d'Artagnan deixa sua terra natal rumo à Paris para se tornar mosqueteiro. Após uma série de incidentes, torna-se amigo inseparável dos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis. Entre as maiores aventuras dos quatro companheiros estão os confrontos com os guardas cardinalícios, uma jornada à Londres para proteger a honra da rainha da França e a participação na guerra contra os ingleses, sempre sob a sombra do ardiloso Cardeal Richelieu e de sua espiã, a sedutora e diabólica Milady de Winter.

Essa história de 1844 é tão enraizada em nossa cultura que é impossível nunca ter ouvido o lema dos mosqueteiros. Ao contrário do que muitos pensam, a obra não é feita apenas de heróis galantes, aventuras e duelos de espada. As adaptações costumam deixar de fora elementos importantes da trama como o jogo de poder, as intrigas amorosas e certas atitudes policamente incorretas dos quatro heróis. Com uma linguagem acessível e um ritmo eletrizante, Os Três Mosqueteiros é uma leitura mais do que recomendada!

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