28 de jul de 2012

Light Novels - outra forma de contar histórias


"Muito bem, garoto, está pronto para continuar?"

"Sim, por favor me ajude realizar meu sonho de ser o maior autor do mundo, mestre!"

"Pois bem. Se lembra do que falamos na última aula?"

"Falamos sobre mangá e anime."

"Certo. Hoje vamos falar sobre uma terceira mídia japonesa, tão popular quantos os mangás e animes."

"Tão popular assim!? E que mídia é essa?"

"São as light novels."

"Light novels?! Me conte mais, mestre."

"Trata-se de um tipo de junção da literatura com desenhos em estilo mangá."

"Como assim?"

"Aqui mesmo temos um bom exemplo: um texto acompanhado de uma ilustração."

"Ei, somo nós ali em cima no desenho feito pela Yumi Moony!"

"Uma light novel conta uma história com texto e narrativa semelhantes à literatura convencional, mas também traz ilustrações de mangá. Normalmente, os desenhos são de página intera."

"Então é um tipo de livro ilustrado?"

"É possível definir dessa forma, mas uma light novel tem suas próprias características. Como um maior enfoque nos diálogos, por exemplo."

"Interessante! E não há narrativa, mestre?"

"A narrativa tem seu próprio estilo também, mais voltada para a ação do que para a descrição."

Com a garganta seca o professor, foi até o bebedouro. O aluno permaneceu em seu lugar rabiscando.

"E então, garoto. Tem alguma dúvida?"

"Me diga, mestre: como são as histórias de uma light novel?"

"Boa pergunta! As light novels se aproximam muito dos mangás e animes, por isso lidam com os mesmos temas. Mostram diálogos e cenas parecidas e por aí vai."

"Os gêneros também são os mesmos, como shonen e shoujo?"

"Exatamente, garoto! Na verdade, muitas light novels se tornaram animes."

"Sério? Eu não sabia disso. Quais?"

"São muitos exemplos. Shakugan no Shana, Toradora, The Malancholy of Haruhi Suzumyia."

"Mestre, isso é muito legal!"

"E estes são apenas alguns títulos. Há muitos outros: Full Metal Panic, Baccano, Slayers, Kino no Tabi... na verdade e lista é imensa!"

"Agora fiquei com vontade de ler uma dessas."

"Infelizmente, garoto, poucos títulos foram lançados no nosso país, como Another Note, Gravitation e Tarot Cafe."

"Ah! Que pena, mestre!"

"Mas nem tudo são más notícias. Já tivemos uma light novel brasileira publicada pelo selo Infinitum da editora Oráculo: Elementais - O Receptáculo do Caos, de Rafael Pombo."

"Beleza! Vou correndo ler Elementais!"

"Bom, você ainda tem alguma dúvida?"

"Já entendi o que é uma light novel, mas ainda não sei porque o Joe de Lima fez um texto tão longo sobre esse assunto."

O professor coçou o queixo.

"Humm. Isso pode significar que os boatos são verdadeiros."

"Que boatos?"

"De que a editora Oráculo, através do selo Infinitum reuniu um grupo de autores para um projeto sem precedentes no Brasil."

"E que projeto tão revolucionário é esse?"

"Uma antologia de light novels!"

"Incrível! E o que nós vamos fazer, mestre?"

"Ora, garoto. Vamos esperar. Esperar e ler. Pressinto que grandes histórias vêm por aí!"

5 comentários:

  1. Vou te confessar desde o princípio que, apesar de gostar muito de alguns mangás que li desde o início da vida adulta (quando criança e adolescente não cheguei a ler tanto quadrinhos orientais), como Lobo Solitário, por exemplo, não tinha ideia sobre essas light novels.

    E tem razão, a princípio parece muito com livros ilustrados, mas com suas próprias características também.

    Valeu pela dica, procurarei saber mais. E sobre essa antologia, veremos trabalhos teus também?

    Abração. 8)

    ResponderExcluir
  2. Não conhecia o gênero, quer dizer, já tinha ouvido falar, mas nunca me preocupei em tentar pesquisar o que eram as Light Novels. Obrigado por esclarecer minhas dúvidas!
    Abç

    ResponderExcluir
  3. NOSSA! XD Sabia que tinha um texto por aqui sobre light novels, mas não imaginava que ele era tão divertido assim!
    Adorei... \o/

    ResponderExcluir