13 de ago de 2010

Acervo de Roteiros (em inglês)


Outro dia um amigo me pediu pra analisar um roteiro que ele tinha escrito e pra minha surpresa era um roteiro em "T".

Pra quem não sabe, um roteiro em "T" é como uma tabela que funciona assim:

coluna 1 - número do quadro
coluna 2 - descrição do quadro
coluna 3 - diálogos e textos do quadro

Esse tipo de roteiro é comum na televisão, mas nas HQs é algo que já está ultrapassado há muito tempo.

A bem da verdade, é que não existe uma forma correta de se formatar um roteiro full script (lembra quando eu falei sobre tipos de roteiro aqui?), mesmo assim roteiristas que quiserem ver alguns exemplos e desenhistas em busca de alguns textos para treinar, podem encontrar muito material no site abaixo:

The Comic Book Script Archive

Esse site possui um grande acervo de diversos roteiristas diferentes incluíndo Neil Gaiman, Warren Ellis, Grant Morrison, Brian Michael Bendis, entre outros.

É tudo em inglês, mas pra quem não tem problema com o idioma, vale muito a pena uma conferida.

2 comentários:

  1. O problema é que o pessoal confunde muito roteiro de cinema com quadrinhos. São coisas muito diferentes, por isso não curto muito ler livros como do Syd.

    Por exemplo, a decupagem padrão de roteiro de cinema atual foi formatada de forma que cada página corresponda a aproximadamente 1 minuto de película. Isso é para que seja fácil calcular a duração do filme (só contar quantas páginas tem o roteiro.

    Também há que se considerar que no cinema, o roteirista não é o criador nem artista. É apenas quem escreve a história na linguagem que o diretor entende.

    Mas... nos quadrinhos isso é totalmente desnecessário. É o autor escrevendo para o desenhista. Há muito mais liberdade e o ideal é que eles se comuniquem da forma que melhor os agrada. Ser informal e descontraído ou completamente técnico vai depender da equipe.

    Enfim, o importante é a comunicação ser precisa, com o mínimo possível de texto, mas com tudo o que o roteirista achar necessário, formatado com uma leitura fácil e prática de se ler. Para isso, o padrão "full script" que, por ex, Michael Bendis sua, é mais interessante.

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