10 de abr de 2017

Dragão de Gaia, por Joe de Lima

Olá para todos! Trago hoje para vocês meu novo livro: Dragão de Gaia.

O livro é uma obra de ficção cientifica, e vem realizar um antigo sonho meu de contar uma história sobre viagem espacial. Trata-se de um projeto em volume único, com 215 páginas. Me diverti muito escrevendo e espero que tenham a mesma diversão lendo.

O livro já está disponível em formato ebook na loja Kindle e também impresso na Amazon e no Clube de AutoresSeguem a sinopse e os links.

Boa leitura!

"Orbitando o planeta Proxima III, Gaia é uma lua cheia de verde e de vida. Sob a organização da Iniciativa Gaia, a lua é uma imensa reserva ambiental, onde plantas e animais em risco de extinção podem viver livres e prosperar. Uma espécie, porém, precisa da ajuda da Iniciativa: os dragões.

Seguindo os passos de sua falecida mãe, o casal de irmãos Ayla e Luca Teoh decidem reunir uma tripulação e partir numa viagem para um planeta distante, onde esperam encontrar um dragão vivo, e levá-lo para a reserva. Pelo caminho, Ayla e Luca encontram inteligências artificiais, planetas oceânicos, animais raros e mundos diferentes, mas que ao mesmo tempo são semelhantes.

À bordo da nave Hermes, os Teoh vão partir numa jornada envolvente, que remete à Era de Ouro da ficção cientifica."




3 de abr de 2017

Trilha sonora: Dragão de Gaia


Mantendo a tradição, vou compartilhar aqui as músicas que me ajudaram a encontrar a inspiração certa para escrever Dragão de Gaia.

1. Nena - Starman
É o tema do livro. Ok, esse hit do David Bowie é um lugar-comum para histórias com temática espacial, mas fiquei apaixonado por essa versão da cantora alemã Nena. Aqui tem a letra. O filme dessa montagem é o clássico do Cinema em Casa também chamado Starman.


2. Rádio Taxi - Eva
Não tenho uma cena especifica, mas ouvir esse clássico nacional me dava um clima de nostalgia que tentei colocar nas páginas em algumas passagens.


3. Aerosmith - Fly Away From Here
Uma das minhas músicas favoritas de uma das minhas bandas favoritas. Essa trilha me ajudava a pegar o clima para cenas com os Teoh voando por aí e chegando a novos lugares.



4. Sheryl Crow - Good is Good
Uma música bem gostosa de ouvir, é o tema dos pares românticos do livro.



5. Jerry Goldsmith - Star Trek Voyager Theme
Voyager é a minha série de Jornada nas Estrelas favorita depois da clássica. Esse seria o tema da nave Hermes, principalmente em seu primeiro voo.



6. Hans Zimmer - Interstellar Theme
O filme Interestelar foi uma grande referência para esse livro. Esse é um tema para sequências no espaço e também do capítulo 18.



7. Hans Zimmer - No Time for Caution
Outra música de Interestelar. Tema para as cenas tensas, como o buraco de minhoca e momentos de perigo.



8. Michael Giacchino - Welcome to Jurassic World
E para encerrar, uma música que seria o tema do dragão e do capítulo 33.

18 de mar de 2017

[Dicas para escrever] Os 12 passos da Jornada do Herói


Tudo culpa de Joseph Campbell. Especialista em folclore, mitologias e religiões, Campbell compreendeu que a maioria dos mitos e lendas mais populares compartilhavam diversos elementos entre si. Em 1989, ele compilou seus estudos na forma do livro O Herói de Mil Faces, e no ano seguinte lançou O Poder do Mito.

Nesses livros, Campbell organiza os elementos mais comuns às narrativas épicas na forma de doze etapas, as quais chamou de A Jornada do Herói. De lá para cá, estudar essa jornada passou a ser "obrigatório" para todos os autores de ficção. Aos mesmo tempo em que muitos (inclusive eu) veem a Jornada do Herói como uma valiosa ferramenta, não falta quem torça o nariz, considerando-a ultrapassada e repetitiva.

Abaixo estão as doze etapas da Jornada do Herói e uma breve análise sobre como ela foi utilizada em duas obras bastante populares: Matrix e Jogos Vorazes. Leia, por sua conta e risco, e tire suas próprias conclusões (para quem leu o meu Arcanista fica o desafio: conseguem apontar como cada etapa está presente no livro?).

Uma última coisa antes de começar. Ao contrário do que os críticos da Jornada - e escritores preguiçosos - possam pensar, não se trata de uma fórmula mágica, que deva ser seguida à risca. Observando obras que utilizam a Jornada do Herói não é difícil encontrar etapas sendo subvertidas ou até revertidas, e nem sempre os passos vem na "ordem certa".

28 de fev de 2017

[Resenha] O Império Final - Mistborn #1, de Brandon Sanderson

Mistborn: Nascidos das Brumas é uma das séries de literatura fantástica mais conceituadas da atualidade, muito disso graças a coragem do autor Brandon Sanderson em romper com vários paradigmas do gênero de fantasia.

Para começar, em lugar da ambientação medieval tradicional, temos um cenário vitoriano com elementos de distopia. Nesse mundo, governado com mão de ferro pelo Senhor Soberano, famílias tradicionais oferecem bailes pomposos que servem de palco para intrigas, enquanto a classe pobre vive num estado de semi-escravidão. 

Como era de se esperar, movimentos rebeldes tentam se levantar. Um deles é liderado por um alomântico chamado Kelsier, o único homem a escapar com vida de uma mina de trabalhos forçados. Carismático e cheio de confiança, Kelsier nutre um ódio pessoal contra o Senhor Soberano e para destroná-lo reúne um grupo de figuras tão excêntricas quanto ele próprio, com destaque para sua nova aprendiza, Vin. Criada nas ruas, Vin se acostumou a viver sozinha e a não confiar em ninguém, mas agora que faz parte da gangue, tem de aprender a se passar por uma jovem dama da alta sociedade.



Como disse no paragráfo acima, Kelsier é um alomântico, assim como Vin. A alomancia é a magia desse mundo, e aqui Sanderson inovou mais uma vez, trazendo algo diferente do tradicional. Os alomânticos possuem diversas habilidades especiais: empurrar e puxar objetos metálicos com a mente, aumentar sua força e sentidos e até influenciar as emoções de outras pessoas. São dez poderes no total, cada um abastecido por um metal especifico que os alomânticos precisam engolir.


E embora o autor tenha realmente se dedicado a criar um cenário inovador, o ponto alto de O Império Final está no carisma de seus personagens, em especial os dois protagonistas, Kelsier e Vin. É difícil não se sentir cativado por essa dupla e pela relação disfuncional de pai e filha que os liga.

Com um estilo mais focado nas ações que descrições, o livro tem uma narrativa dinâmica e bem direta, prendendo a atenção do leitor. Com certeza, uma ótima pedida para os fãs de literatura fantástica, que também pode agradar quem não curte tanto o gênero.

Autor: Brandon Sanderson
Páginas: 608
Série: Mistborn
Ano: 2014
Editora: LeYa

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15 de fev de 2017

[Tem na Netflix] Star Wars: The Clone Wars

"Há muito tempo atrás, numa galáxia distante..."

Jedi, Sith, stormtroopers, droides, a Força... Sim, hoje é dia de falar de Star Wars! Mais precisamente da série animada The Clone Wars.

Lançada em 2008, The Clone Wars se passa entre os filmes Episódio II: Ataque dos Clones e Episódio III: A Vingança dos Sith.

A série narra os eventos ocorridos durante as Guerras Clonicas, quando o conflito entre a República (protegida pelos Jedi) e os separatistas (liderados pelos Sith) estava no auge. Um período extremamente importante dentro do universo Star Wars, mas que tinha sido pouco explorado até então.

Ganhadora de inúmeros prêmios, sucesso entre os críticos e os fãs, The Clone Wars é muito mais do que uma mera expansão de Star Wars. A série se sustenta por suas próprias pernas, adicionando novos elementos e personagens tão icônicos quantos os vistos no cinema, incluindo figuras notáveis como Assage Ventress, Cad Bane, Saw Gerrera, os Guardiões da Força e Ahsoka Tano, a jovem aprendiza de Anakin Skywalker. 

A saga completa é composta por um longa animado que serve de prelúdio, seguido pelas 6 temporadas da série (todo esse conteúdo está na Netflix atualmente).

23 de jan de 2017

[Resenha] Segunda Chance, de Kamila Villareal

Bom, acho que não é novidade para nenhum leitor desse blog que meu tipo de leitura favorito é a literatura fantástica. Mas como autor, gosto de buscar referências em outros gêneros de vez em quando. É o caso de Segunda Chance, de Kamila Villareal, do blog parceiro Resenha e Outras Coisas.

O livro narra o romance da jornalista Diana Ferreira e do engenheiro sueco Mikael Karlström, que acabou de se mudar para o Brasil. Ele viúvo, ela ainda com a lembrança de uma relação abusiva. A princípio, os dois tem pouco contato, mas um incidente envolvendo a filha de Mikael leva a uma aproximação que incomoda as famílias de ambos.

Segunda Chance é um slice of life que conta uma história de romance mais pé no chão, sem lirismo e alegorias, mas ainda sim conseguindo-se manter como um livro leve e agradável.

A narrativa é bastante fluída e ágil e a autora descreve os acontecimentos com muito dinamismo. Embora o foco seja no relacionamento entre Diana e Mikael, há outros temas mais pesados como violência doméstica, a perda de entes queridos e até estupro, porém tudo é mostrado sem carregar no drama.

Isso mantém a leveza da leitura, mas também acaba tratando essas questões de forma superficial. Eu realmente gostaria de ter visto uma abordagem mais aprofundada de como tais experiências influenciam os personagens, principalmente Marie, que passa por um evento traumático logo nas primeiras páginas e o supera com relativa facilidade.

No entanto, essa é uma visão pessoal minha, e não é nenhum demérito para o livro, dentro da sua proposta.

Outro ponto a ser destacado é o tamanho pequeno. Com apenas 217 páginas, Segunda Chance oferece uma leitura rápida e direta, sendo uma boa pedida para quem busca um livro dinâmico e agradável.

Segunda Chance está disponível na Amazon.

Autora: Kamila Villareal
Páginas: 217
Ano: 2016
Editora: Independente

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16 de jan de 2017

[Filme] Assassin's Creed


Como água e óleo, games e cinema teimam em não se misturar. A lista de adaptações de jogos para a telona é mais extensa do que parece e há mais para se lamentar do que comemorar.

Temos grandes produções que renderam filmes fracos, como Doom e Mortal Kombat; produções menores pra lá de duvidosas como The King of Fighters, Tekken e Dead or Alive; e obras imperdoáveis como Street Fighter e Super Mario Bros.

Mas existem sim, bons longas, e estes se dividem em duas categorias. Final Fantasy VII: Advent Children, Need for Speed e Warcraft tiveram seu foco nos fãs, enquanto Resident Evil e Tomb Raider optaram por jogar fora todo o material original e criar algo novo do zero.

Assassin's Creed é uma produção que busca ficar num meio termo entre essas duas abordagens, tentando ser um filme voltado para o grande público, mas respeitando suas origens. Como gamer e fã da franquia eletrônica, acredito que tenham sido bem sucedidos.

A trama acompanha a saga de Callum Lynch, um criminoso levado contra sua vontade para as instalações da Abstergo, uma organização que pretende investigar a memória genética guardada em seu DNA. A intenção é acessar informações sobre a vida de Aguilar, um antepassado de Callum que viveu durante a Inquisição Espanhola.

Apesar da premissa ser bastante semelhante aos games, o filme segue um caminho distinto, focando a história no presente (ainda que o passado tenha sua própria trama). O roteiro acerta ao não tentar comprimir a complexa mitologia dos Assassinos, focando apenas nos elementos necessários para compreender as jornadas de Callum e também de Aguilar.

O diretor Justin Kurzel encontra ótimas soluções para compensar o orçamento limitado e consegue criar uma identidade visual própria. É nas cenas de ação que as referências ficam óbvias, recriando com perfeição as acrobacias mirabolantes vistas nos jogos.

Ao mesmo tempo em que é um projeto ambicioso, Assassin's Creed funciona como uma boa diversão descompromissada. Acredito que deve agradar tanto aos gamers quanto o grande público e até consigo ver um paralelo entre esse filme e o X-Men de 2001, que abriu as portas para a invasão dos super-heróis no cinema.