7 de mai de 2016

#MãesDaFicção AMY POND #FelizDiaDasMães


Para celebrar o Dia das Mães, meu blog foi convidado a participar de uma iniciativa: fazer um post sobre uma mãe da ficção, e qualquer um pode participar, seja em blogs ou postagens nas redes sociais, basta marcar com a hashtag #MãesDaFicçãoAo invés de trazer de volta, uma das cinco mães que listei no meu Top 5, achei que seria mais interessante apresentar outra supermãe.

E olha que a minha indicada tem um currículo invejável. Ela é conhecida como A-Garota-Que-Esperou, ela viu o centro da Terra e visitou os confins do Universo (e até esteve fora dele), passou dois mil anos dentro de uma caixa e ajudou a salvar, não só o nosso planeta, mas todo o continuum espaço/tempo... mais de uma vez. E além de tudo isso, vivenciou a maternidade. Estou falando de Amy Pond (Karen Gillan), uma das companions de Doctor Who.

Ao longo de mais de meio século, o Doutor teve inúmeras companheiras de viagem em sua máquina do tempo, a TARDIS. Inúmeras mesmo, mais de 50 segundo levantamentos. Ainda assim, no meio de tantos rostos, Amy consegue se destacar por vários motivos. Enquanto muitas das companions "brincavam" de flertar, Amy tinha uma relação de cumplicidade bem diferente com o Doutor e os whovians puderam acompanhar boa parte da vida d'A-Garota-Que-Esperou, criando um laço especial com ela.

A primeira vez que a encontramos, ela era apenas uma menina de 7 anos com uma fenda dimensional na parede de seu quarto (nessa aparição inicial, a personagem é vivida por Caitlin Blackwood). Quando o Doutor volta a encontra-la, Amy já é uma jovem adulta, mas ainda conserva um jeito brincalhão e até meio inconsequente. Aos poucos, porém, ela vai amadurecendo. A vemos assumir seu noivado com Rory Williams e, eventualmente, se casar com ele.

Aqui acontece outro ponto de virada, Amy e Rory tem sua noite de núpcias à bordo da TARDIS e ela engravida enquanto atravessavam o túnel do tempo. Obviamente, um bebê concebido em condições tão especiais chamaria a atenção e assim que nasce, a pequena Melody é sequestrada pela afetada Madame Kovarian. Apesar de todos os seus esforços, Amy e o Doutor foram incapazes de reencontra-la, ou assim pensavam. Após idas e vindas, eles descobrem que Melody, já adulta, sempre esteve por perto sob a identidade de River Song, uma aventureira casada com ninguém menos que o próprio Doutor (as maravilhas da viagem no tempo).

Amy permaneceu na TARDIS da quinta à sétima temporada de Doctor Who e durante esse período sua trama pessoal foi a norteadora do enredo da série, ao ponto de alguns se referirem a essa fase como The Pond Era. A personagem rendeu diversas indicações, além de render alguns prêmios à atriz Karen Gillan.

Com certeza, uma personagem que deixou sua marca na série e ainda vai ser lembrada por muito tempo.

Outros blogs que participaram com #MãesDaFicção

Tiozinho Nerd - Beatrix Kiddo 
Fanpage de Balthazaar Pacco - Daenerys Targaryen
Forja de Papel - Sinhá Vitória

2 de mai de 2016

[Resenha] Renascença, de Oliver Bowden

Na minha resenha de A Cruzada Secreta, sugeri começar a saga Assassin's Creed por aquele livro por uma questão de cronologia. O lado ruim dessa escolha é que, em comparação, achei Renascença um livro muito mais redondo e divertido. Como o próprio título indica, a trama é ambientada na renascença italiana e tem como protagonista o herói mais popular da franquia Assassin's Creed, o charmoso Ezio Auditore.

É o auge do renascimento e o auge das guerras entre as cidades-estado italianas. Em Florença, o jovem Ezio leva uma vida de diversão e conquistas amorosas. Quando uma traição organizada pela família Pazzi e pelo poderoso Rodrigo Bórgia destroça os Auditore, Ezio descobre que sua linhagem está ligada a antiga Ordem dos Assassinos. Ela também fica sabendo que tanto os Pazzi quanto os Bórgia são Templários e que o destino dos Auditore era apenas parte de um plano de dominação muito maior.

Para vingar sua família e impedir que um imenso poder caia nas mãos dos Templários, Ezio irá passar pelo treinamento dos Assassinos, dominar suas técnicas, aprender sobre sua mitologia e viajar por Florença, Veneza, Roma e até mesmo o Vaticano, além de encontrar figuras ilustres pelo caminho, tais como Nicolau Maquiável, Catarina Sforza e Leonardo DaVinci, entre outras.

Como eu disse antes, Renascença é uma aventura redonda e bastante compulsiva. O livro se vale bem da ambientação e várias vezes coloca Ezio no meio de fatos históricos, ainda que não tenha a ambição de ser um retrato de época, mantendo o foco em sua própria trama.

Com um bom ritmo, personagens carismáticos, figuras e lugares históricos interessantes, Renascença é uma boa pedida para quem procura uma leitura de aventura com uma pitada de História.

Autor: Oliver Bowden
Série: Assassin's Creed
Páginas: 378
Editora: Galera Record
Ano: 2012

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30 de abr de 2016

Blogs promovem Semana de Divulgação dos Escritores Nacionais


A Semana de Divulgação dos Escritores Nacionais é uma iniciativa sensacional do Blog Não Leia! que foi abraçada por inúmeros outros blogs. Serão sete dias (de 01/05 a 07/05) com postagens diárias apresentando uma lista enorme de autores brasileiros e suas obras.

Pessoalmente, não me lembro de ter visto nada parecido. Não nesta escala, pelo menos.

Entre os participantes, o meu destaque vai para o Tiozinho Nerd, parceiro do Desatinos por Escrito. Aqui vai a lista completa. Aproveitem as dicas sem moderação e boas leituras!

Blog Não Leia!
Monte Sua Livraria
Cantinho Cult
Desabafo Aleatório
Mundo Secreto da Lia
Colecionando Romances
Pensamentos Valem Ouro
Viajando Pelas Paginas
Já acabou, Lucas?
Dicas de Livros
Literaleitura
Clã das Sombras
blogescritornarede
Leitora Compulsiva
Noah e Hadassa
Livraria dos Sonhos
Passaporte Literário
Queridos Livros & Tatianices
Livro Lab

25 de abr de 2016

[Resenha] Alameda dos Pesadelos, de Karen Alvares

Já faz algum tempo que eu queria ler algo da Karen Alvares, e Alameda dos Pesadelos foi a primeira obra dela que tive em mãos. Bom, já disse aqui em algumas oportunidades que terror não é exatamente o meu gênero favorito, mas isso nunca me impediu de apreciar uma história de terror bem contada.

Vivian é uma mulher de meia idade que vive com o pai e com o filho, ainda criança, num pequeno apartamento em São Paulo. Mãe solteira, suporta um emprego que não gosta apenas para sustentar a família. Em outras palavras, uma mulher comum levando uma vida comum, isso até o momento em que Gabriel, o pai de seu filho que ela não via há tempos, reaparece em circunstâncias misteriosas. Logo, até o menino começa a ter visões com Gabriel, indicando que algo fora do normal está acontecendo. Esses eventos lançam Vivian em uma jornada sobrenatural e espiritual em que ela irá descobrir verdades sobre si mesma que jamais imaginou.

É difícil falar muito mais sobre a trama sem dar spoilers.

Um ponto de destaque no livro é a proximidade dos personagens com a realidade, sobretudo Vivian e seu pai, pessoas que qualquer um de nós conhece. Outro destaque é a capacidade da autora de criar imagens inquietantes sem apelar em momento algum. Todas as sequências ambientadas na casa, no vale e na Alameda dos Pesadelos em si, dão aquele frio na barriga.

O livro tem um tamanho mediano, a narrativa é acessível e com um ritmo dinâmico, o que ajuda a compelir os leitores adiante, porém, em alguns momentos achei que teria sido melhor desacelerar um pouco. Eu adoraria ter tido mais tempo para apreciar as nuances do duelo de vontades entre Vivian e Gabriel que ocorre dentro da casa antiga. Também tive esse mesmo sentimento na sequência em que Vivian descobre a verdade a respeito da foto e no capítulo que se segue a essa descoberta.

Num saldo final, Alameda dos Pesadelos é uma boa história de terror e uma boa dica para quem procura uma leitura mais densa.

Autora: Karen Alvares
Páginas: 264
Editora: Cata-vento
Ano: 2014
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19 de abr de 2016

Arcanista em versão impressa

Depois de ser lançado como e-book na Amazon no ano passado, Arcanista, primeiro volume da Trilogia Vera Cruz agora está disponível também em versão impressa. O lançamento foi através do Clube de Autores e seus parceiros. Isso quer dizer que em breve, Arcanista estará na Livraria Cultura, Apple, Google Play, Kobo e Wook.

Se quiser saber a opinião de quem já leu, neste link você encontra a lista das resenhas já publicadas. Abaixo segue a sinopse e os links para adquirir (e fiquem ligados. Logo, logo tem novidades sobre o volume 2 da Trilogia Vera Cruz):

Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.

Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.

Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.



6 de abr de 2016

Top 5 - Porque gostei de Batman vs Superman


Atenção: esse texto não contém spoilers.

Poucas vezes vi um filme gerar tanta controvérsia quanto Batman vs Superman. Se o filme tem sido detonado pela maioria da crítica e boa parte do público, muita gente (incluindo eu) saiu do cinema entusiasmada. Nesse post, apresento os pontos que mais gostei no filme.

Claro que, de maneira nenhuma, quero desmerecer a opinião de quem não gostou. Só quero mesmo é alimentar um pouco mais a treta.


5 - Ambientação


Há quem critique os filmes da DC pelo fato de terem um tom mais pesado que os filmes da Marvel, mas isso não é nenhum demérito. É bom esclarecer que essa questão está mais ligada as filosofias de Warner Bros. e Disney do que às próprias editoras. Dito isso, não vejo problema algum em tons diferentes, ao contrário. Acho ótimo termos variedade. Pessoalmente, me agrada o estilo DC que, mesmo nos momentos mais exagerados, mantém um pé no chão.



4 - Estética


Sejamos francos: poucos dominam a estética cinematográfica como Zack Snyder. Você pode até questionar a habilidade dele como contador de histórias, mas é inegável que o cara manda bem demais quando o assunto é criar um conceito estético. Todos os elementos visuais se encaixam com naturalidade no mundo desenvolvido por ele. O que dizer de Doomsday ou desse batmóvel que parece saído de Arkham Knight?


3 - Emulação dos quadrinhos


Junte os uniformes, os cenários, os veículos e a narrativa. Batman vs Superman se sai muito bem na tarefa de recriar o clima das HQs, de uma forma que outros filmes de heróis DC nunca haviam conseguido. BvS evoca a mesma sensação de ler uma graphic novel, igualando-se a Vingadores nesse quesito. Só aquela cena linda com a Trindade reunida pela primeira vez na telona já faz o longa valer à pena.


2 - Mulher-Maravilha


A aparência certa, o porte físico certo, a atitude certa. Gal Gadot está simplesmente perfeita como Diana Prince. É notável como a atriz israelense já se sente à vontade na pele da super-heroína, dando vida a uma Mulher-Maravilha forte (em vários sentidos) e inteligente, além de sexy na medida certa. As expectativas para o filme-solo, que será lançado em 2017, foram parar nas alturas após esse primeiro contato.


1 - Batman


Eu também duvidava, mas no final das contas, Ben Affleck se mostrou um excelente Batman. Ele é obcecado, usa o medo como arma, age como detetive, paquera belas mulheres quando está como Bruce Wayne e tem tendências fascistas. Mesmo a violência exagerada é um traço comum nos arcos que apresentam o Morcegão mais velho, como é o caso da versão vista em BvS. Todos esses elementos fazem deste o Batman mais próximo às HQs já visto no cinema.

4 de abr de 2016

[Resenha] Carmilla, de Sheridan Le Fanu

Escrito por Joseph Sheridan Le Fanu, Carmilla foi uma das primeiras obras literárias de vampiros. Lançado em 1871, o livro foi uma das grandes inspirações de Bram Stoker para a criação de Drácula, vinte e seis anos depois.

Se em obras mais antigas os vampiros apareciam como pouco mais que monstros sanguessugas, Sheridan Le Fanu introduziu a figura do vampiro como uma criatura sedutora e sensual, mudando para sempre a forma como a ficção veria esses seres.

No livro, encontramos a jovem Laura, que vive com o pai em um castelo no interior da Alemanha. Após a morte repentina de uma amiga, Laura testemunha o acidente envolvendo a carruagem que transportava a linda e misteriosa Carmilla, que por força das circunstâncias acaba como hóspede no castelo. Conforme os dias passam, Laura se vê cada vez mais atraída pela convidada de hábitos excêntricos. Carmilla não tarda em declarar-se apaixonada, dando início a uma relação ambígua com sua anfitriã.

A maneira como Carmilla vive suas paixões, somada as reflexões que faz sobre a vida e a espiritualidade, a tornam a personagem mais envolvente do livro. Ainda que não seja dito em momento algum, Carmilla é claramente lésbica, e a tensão romântica e sexual que existe entre ela e Laura é intensa. Da dinâmica entre as duas nascem as passagens mais interessantes da narrativa.

Falando em narrativa, o ritmo e o vocabulário são o que se espera de um livro clássico. É uma leitura bastante curta, para ser terminada em pouco tempo. Sendo uma obra de domínio público, há várias versões disponíveis no mercado (algumas trazem o subtítulo "A Vampira de Karnstein", mas trata-se do mesmo livro).

O final repentino e sem um clímax pode ser um pouco frustrante, ainda assim, não diminuí em nada o brilho desse ótimo romance gótico.

Autor: Sheridan Le Fanu
Páginas: entre 88 e 160, dependendo da versão
Editora: varias
Ano: 1871

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