19 de abr de 2016

Arcanista em versão impressa

Depois de ser lançado como e-book na Amazon no ano passado, Arcanista, primeiro volume da Trilogia Vera Cruz agora está disponível também em versão impressa. O lançamento foi através do Clube de Autores e seus parceiros. Isso quer dizer que em breve, Arcanista estará na Livraria Cultura, Apple, Google Play, Kobo e Wook.

Se quiser saber a opinião de quem já leu, neste link você encontra a lista das resenhas já publicadas. Abaixo segue a sinopse e os links para adquirir (e fiquem ligados. Logo, logo tem novidades sobre o volume 2 da Trilogia Vera Cruz):

Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.

Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.

Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.



6 de abr de 2016

Top 5 - Porque gostei de Batman vs Superman


Atenção: esse texto não contém spoilers.

Poucas vezes vi um filme gerar tanta controvérsia quanto Batman vs Superman. Se o filme tem sido detonado pela maioria da crítica e boa parte do público, muita gente (incluindo eu) saiu do cinema entusiasmada. Nesse post, apresento os pontos que mais gostei no filme.

Claro que, de maneira nenhuma, quero desmerecer a opinião de quem não gostou. Só quero mesmo é alimentar um pouco mais a treta.


5 - Ambientação


Há quem critique os filmes da DC pelo fato de terem um tom mais pesado que os filmes da Marvel, mas isso não é nenhum demérito. É bom esclarecer que essa questão está mais ligada as filosofias de Warner Bros. e Disney do que às próprias editoras. Dito isso, não vejo problema algum em tons diferentes, ao contrário. Acho ótimo termos variedade. Pessoalmente, me agrada o estilo DC que, mesmo nos momentos mais exagerados, mantém um pé no chão.



4 - Estética


Sejamos francos: poucos dominam a estética cinematográfica como Zack Snyder. Você pode até questionar a habilidade dele como contador de histórias, mas é inegável que o cara manda bem demais quando o assunto é criar um conceito estético. Todos os elementos visuais se encaixam com naturalidade no mundo desenvolvido por ele. O que dizer de Doomsday ou desse batmóvel que parece saído de Arkham Knight?


3 - Emulação dos quadrinhos


Junte os uniformes, os cenários, os veículos e a narrativa. Batman vs Superman se sai muito bem na tarefa de recriar o clima das HQs, de uma forma que outros filmes de heróis DC nunca haviam conseguido. BvS evoca a mesma sensação de ler uma graphic novel, igualando-se a Vingadores nesse quesito. Só aquela cena linda com a Trindade reunida pela primeira vez na telona já faz o longa valer à pena.


2 - Mulher-Maravilha


A aparência certa, o porte físico certo, a atitude certa. Gal Gadot está simplesmente perfeita como Diana Prince. É notável como a atriz israelense já se sente à vontade na pele da super-heroína, dando vida a uma Mulher-Maravilha forte (em vários sentidos) e inteligente, além de sexy na medida certa. As expectativas para o filme-solo, que será lançado em 2017, foram parar nas alturas após esse primeiro contato.


1 - Batman


Eu também duvidava, mas no final das contas, Ben Affleck se mostrou um excelente Batman. Ele é obcecado, usa o medo como arma, age como detetive, paquera belas mulheres quando está como Bruce Wayne e tem tendências fascistas. Mesmo a violência exagerada é um traço comum nos arcos que apresentam o Morcegão mais velho, como é o caso da versão vista em BvS. Todos esses elementos fazem deste o Batman mais próximo às HQs já visto no cinema.

4 de abr de 2016

[Resenha] Carmilla, de Sheridan Le Fanu

Escrito por Joseph Sheridan Le Fanu, Carmilla foi uma das primeiras obras literárias de vampiros. Lançado em 1871, o livro foi uma das grandes inspirações de Bram Stoker para a criação de Drácula, vinte e seis anos depois.

Se em obras mais antigas os vampiros apareciam como pouco mais que monstros sanguessugas, Sheridan Le Fanu introduziu a figura do vampiro como uma criatura sedutora e sensual, mudando para sempre a forma como a ficção veria esses seres.

No livro, encontramos a jovem Laura, que vive com o pai em um castelo no interior da Alemanha. Após a morte repentina de uma amiga, Laura testemunha o acidente envolvendo a carruagem que transportava a linda e misteriosa Carmilla, que por força das circunstâncias acaba como hóspede no castelo. Conforme os dias passam, Laura se vê cada vez mais atraída pela convidada de hábitos excêntricos. Carmilla não tarda em declarar-se apaixonada, dando início a uma relação ambígua com sua anfitriã.

A maneira como Carmilla vive suas paixões, somada as reflexões que faz sobre a vida e a espiritualidade, a tornam a personagem mais envolvente do livro. Ainda que não seja dito em momento algum, Carmilla é claramente lésbica, e a tensão romântica e sexual que existe entre ela e Laura é intensa. Da dinâmica entre as duas nascem as passagens mais interessantes da narrativa.

Falando em narrativa, o ritmo e o vocabulário são o que se espera de um livro clássico. É uma leitura bastante curta, para ser terminada em pouco tempo. Sendo uma obra de domínio público, há várias versões disponíveis no mercado (algumas trazem o subtítulo "A Vampira de Karnstein", mas trata-se do mesmo livro).

O final repentino e sem um clímax pode ser um pouco frustrante, ainda assim, não diminuí em nada o brilho desse ótimo romance gótico.

Autor: Sheridan Le Fanu
Páginas: entre 88 e 160, dependendo da versão
Editora: varias
Ano: 1871

Adquira por este link e ajude o blog a crescer:

28 de mar de 2016

[Resenha] La Corte de Los Espejos, de Concepción Perea

La Corte de Los Espejos foi lançado em 2013 e desde então eu esperava pela chance de ler essa obra. A razão dessa espera é a pouca difusão do livro. Em primeiro lugar, trata-se de um título inédito no Brasil e em segundo, mesmo na Amazon, só é possível encontra-lo em espanhol, seu idioma original. Agora, com o meu curso de espanhol chegando ao fim, me senti confiante o bastante para encarar uma leitura nessa língua.

A obra de Concepción Perea é uma história dark fantasy, ou fantasia sombria. Nesse subgênero, também se encaixam As Crônicas de Gelo & Fogo e A Saga do Bruxo (mais conhecida no mundo dos games como The Witcher). Assim como nas obras de fantasia clássicas, La Corte de Los Espejos se passa num mundo cheio de magia e raças exóticas. Nesse caso, inspirado nas lendas celtas. No entanto, a narrativa apresenta um clima mais adulto, onde intrigas de poder são tão letais quanto um duelo de espadas.

A trama tem início anos após uma grande guerra e, ainda que sejam tempos de paz, algumas velhas feridas permanecem abertas. Tudo começa a mudar quando um misterioso assassinato dispara uma série de eventos envolvendo todas as esferas: desde os elfos da nobreza à centauros selvagens, de uma montanha governada por goblins escravagistas ao bordel de luxo de um charmoso sátiro.

A personagem mais memorável do livro é Nicasia, uma mestiça meio-goblin/meio-nocker, dona de um temperamento explosivo, mas que também possui um grande senso de justiça e é extremamente habilidosa na construção de máquinas e marionetes mágicas. A outra figura central é o gato Dujal, um conquistador bon vivant que passa por uma interessante jornada de amadurecimento. Apesar de serem rivais, Nicasia e Dujal são ligados por uma figura em comum de seu passado e decidem unir forças na tarefa de descobrir quem está tentando perturbar a paz na corte.

Em termos de tamanho, La Corte de Los Espejos é um calhamaço de quase 700 páginas. O livro não tem pressa na hora de mergulhar na mente de seus personagens ou quando o assunto é apresentar o mundo mágico de TerraLinde. Ainda assim, a narrativa é bastante envolvente e os personagens tem muito carisma. Altamente recomendado para quem não tem problema com a língua espanhola. E fica a torcida para que chegue logo ao Brasil.

Autora: Concepción Perea
Páginas: 672
Editora: Fantascy
Ano: 2013

Adquira por este link e ajude o blog a crescer:

21 de mar de 2016

[Tem na Netflix] From Dusk Till Dawn


Adaptação do clássico cult dos anos 1990, From Dusk Till Dawn - The Series (ou Um Drink no Inferno - A Série) é um bom exemplo de fantasia urbana. Vampiros, rituais misticos e profecias convivem lado a lado com armas de fogo, smart phones e muscle cars. Co-produção do canal El Rey em parceria com a Netflix, a série conta atualmente com duas temporadas e foi renovada para a terceira.

A primeira temporada faz uma releitura do filme que lhe inspirou. Na trama, Seth e Richie Gecko são renomados ladrões de banco à caminho de um bar no meio do deserto, onde esperam fazer a maior jogada de suas vidas. Para despistar as autoridades, sequestram um trailer e tomam como reféns um sacerdote aposentado e seus filhos adolescentes, Kate e Scott. No caminho, Richie é assaltado por visões da sedutora Santanico Pandemonium.

Para mim, o grande destaque desse primeiro ano é Robert Patrick (o eterno T-1000). Acostumado a fazer papel de caras durões, Patrick surpreende ao exercitar sua veia dramática como o ex-reverendo Jacob.

Na segunda temporada, vemos uma história inédita que expande o universo de forma fascinante, apresentando muito mais mitologia. A série foi concluída na terceira temporada e todas estão disponíveis na Netflix.

Um ponto interessante é que os vampiros que vemos aqui não são ligados à morcegos, mas sim, à cobras e são chamados de culebras. Sob a batuta de Robert Rodriguez, a série traz tudo que se espera ver numa obra assinada por ele: diálogos verborrágicos, violência visceral, mulheres sensuais e homens usando chapéu.

2 de mar de 2016

[Resenha] A Cruzada Secreta, de Oliver Bowden

Para quem não conhece, Assassin's Creed fala sobre o embate de duas sociedades secretas. De um lado, temos os Assassinos e sua luta por liberdade, do outro lado estão os Templários que buscam controle. Essa rixa é quase tão antiga quanto a humanidade e as facções já utilizaram vários nomes diferentes. O confronto ainda prossegue nos dias atuais, com predominância dos Templários, que comandam algumas das maiores corporações do mundo.

Um dos grandes atrativos da franquia é misturar fatos e personagens históricos com ficção. A trama de A Cruzada Secreta se passa durante o auge das famosas Cruzadas. Tudo começa quando um grupo de Assassinos, liderados por Altaïr Ibn'la Ahad, tenta impedir que seus inimigos Templários coloquem as mãos na Maçã do Éden, o artefato místico mais poderoso do mundo. A missão acaba sendo um verdadeiro desastre, lançando Altaïr em uma longa jornada de redenção, ao mesmo tempo em que precisa impedir que os Templários utilizem a Maçã do Éden e lutar contra inimigos escondidos dentro da própria Ordem dos Assassinos.

A Cruzada Secreta é o terceiro volume da série Assassin's Creed, mas se passa cronologicamente antes dos dois primeiros. Para quem quiser acompanhar a saga dos Assassinos, recomendo que comece por aqui, assim tudo fará mais sentido quando ler Renascença e Irmandade, principalmente se você não conhece os jogos.

O livro apresenta altos e baixos. A narrativa tem um bom ritmo, a trama é bastante interessante e certamente a Ordem dos Assassinos e sua mitologia são cativantes. Por outro lado, os personagens carecem de profundidade, a relação de Altaïr e Maria não me convenceu em momento algum. E cenários históricos tão fascinantes pediam uma ambientação mais rica.

Em última análise, A Cruzada Secreta tem lá seus pontos negativos, mas não deixa de ser uma leitura divertida.

Autor: Oliver Bowden
Páginas: 336
Editora: Galera Record
Ano: 2012

Adquira por este link e ajude o blog a crescer:

22 de fev de 2016

Dicas de Leitura #01

Essa postagem surgiu enquanto eu ouvia um episódio de recomendações do Cabuloso Cast. Na verdade, a ideia é bem simples, indicar uma leitura dentro de cada gênero. Mas ao invés de apenas fazer a lista, achei que seria mais divertido começar uma dessas brincadeiras de "tag".

Vou marcar três blogueiros para que indiquem uma obra dentro de cada um desses gêneros: ficção cientifica, fantasia, terror, clássico e indicação livre. Eu irei indicar livros, mas pode ser qualquer tipo de leitura. De preferência, a pessoa deve dizer porque essa é uma leitura recomendada.

As pessoas que forem marcadas também devem me marcar em suas postagens e indicar mais três pessoas. Minhas dicas de leitura são...

Ficção Cientifica: Leviathan Wakes, de James S. A. Corey
Ambientado num futuro onde o Sistema Solar foi colonizado, o livro acompanha o desaparecimento de uma jovem e um atentado que leva a Terra e as colônias de Marte a entrarem em guerra. Pense num filme blockbuster transformado em livro e o resultado será esse. É uma leitura bem divertida e os personagens são carismáticos. Foi adaptado para a TV na série The Expanse.

Fantasia: O Aprendiz de Assassino, de Robin Hobb
Nunca perco uma chance de recomendar esse livro. É uma história de baixa fantasia, sem muitos elementos extraordinários. Acompanha a dura saga de FitzCavalaria Visionário, filho bastardo de um príncipe, ele é uma rapaz de boa índole, mas só consegue provar seu valor através de atos questionáveis, entre eles, o assassinato furtivo de alvos políticos.

Terror: Nosferatu, de Joe Hill
Acompanha a jovem e intempestiva Victoria McQueen, que pode viajar a qualquer lugar do mundo através de um túnel mágico, em sua constante luta para fugir de Charles Talent Manx, uma espécie de vampiro que leva crianças para a Terra do Natal, onde rouba suas almas. Tem uma pegada young adult e cenas que te deixam com o coração na mão.

Clássico: A Aldeia de Stepántchikovo e Seus Habitantes, de Dostoiévski
Acho que pouca gente conhece esse. Tudo começa quando o jovem Serguei Aleksándrovitch recebe uma carta de seu tio pedindo que vá morar em sua fazenda. Ao chegar lá, encontra a casa abarrotada de parentes que tomaram conta de tudo sob as absurdas orientações do tirânico bufão Fomá Fomitch. Indiquei esse porque não tem nada a ver com os calhamaços de Dostoiévski. É uma comédia curta e bem divertida.

Livre: Mentirosos, de E. Lockhart
Conta a história de Cadence Sinclair, a primogênita de uma família tradicional, porém decadente. A trama gira em torno de um incidente ocorrido dois anos antes e que ela bloqueou de sua memória. Cadence sabe apenas que esse acontecimento fez todos os seus amigos se afastarem e mergulhou sua família numa crise depressiva. Apesar da premissa, é uma leitura bem gostosa e compulsiva, e o livro é curtinho. Cuidado com os spoilers porque a grande revelação muda completamente a sua perspectiva do livro.

Certo, agora vou marca Sandro G. Moura, do Tiozinho Nerd, Luiz Fernando Teodosio, do Gole Nerd e Everton Veras, do Nerd Metal apresenta Gil Astro