Quem me segue no Facebook deve ter percebido que andei tendo alguns problemas para compartilhar os links do blog por lá. Após mandar muitas mensagens para a administração (muitas mesmo), fui atendido e o problema foi solucionado quase por completo.
Quase porque, embora outros links estejam liberados no Face, justamente o que fala sobre o lançamento de Arcanista continua bloqueado sob uma suspeita injusta de conteúdo inseguro.
Enquanto tento resolver essa questão, fiz esse novo post para compartilhar o Arcanista pelas redes sociais. E para essa tarefa peço a ajuda de todos os amigos deste blog. Curtam, compartilhem e, por favor, não deixem de me avisar sobre qualquer outro link bloqueado.
Antes de encerrar, deixo um agradecimento para o meu amigo Victório Anthony do Eu Não Pertenço a Lugar Nenhum, que comprou essa briga comigo.
Já está disponível na Amazon meu novo livro Arcanista, uma distopia young adult que traz uma mescla de aventura, drama de sobrevivência, romance e política. Para adquirir, clique na capa ou no link mais abaixo.
Sinopse:
Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.
Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.
Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.
A ideia desse post surgiu de uma conversa com o Sandro Moura, do Tiozinho Nerd. E recentemente vi um em um grupo no Facebook aparecer a questão sobre quantas páginas um livro deve ter para ser considerado grande.
Em primeiro lugar, tenha em mente que medir o tamanho de um livro pela quantidade de páginas é coisa para os leitores. Entre autores, editores e outros profissionais que trabalham nos bastidores, um livro é medido pelo número de palavras.
Então: quantas palavras são necessárias para uma obra ser considerada um romance? Não resiste uma regra realmente estabelecida, mas é amplamente aceito (aqui no Brasil e lá fora) que um livro é um romance a partir de 40 mil palavras. Coincidência ou não, essa é exatamente a quantidade de palavras do ícone pop O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.
Quanto às demais classificações, novamente não há regras. No Brasil é bastante comum uma tabela que divide a classificação em quatro tipos:
- Conto: até 7.500 palavras
- Noveleta: de 7.500 palavras a 17.500
- Novela: de 17.500 palavras a 40.000
- Romance: a partir de 40.000
Essa classificação varia um pouco em alguns países. Há versões americanas que tem seis ou mais tipos, mas no geral, esses valores são bastantes conhecidos e utilizados.
A trama de A Torre Acima do Véu fala sobre um futuro pós-apocalíptico. Tudo começa quando uma densa névoa surge sem aviso e cobre o mundo. Aqueles que entram em contato com a neblina acabam mortos ou transformados em monstros deformados. Aos sobreviventes restou buscar abrigo em gigantescos arranha-céus que sobem acima da nuvem tóxica. Cinquenta anos se passaram desde então e, à medida em que a população se esquece como era a vida antes da névoa, uma nova ordem social é organizada.
É nesse cenário que conhecemos Beca, uma jovem temperamental dotada de habilidades acrobáticas sobre-humanas. Ela vive na mega-cidade Rio-Aires e ganha a vida vasculhando áreas de névoa em busca de itens de valor. Claro que essas missões são perigosas, já que além de não contar com o melhor equipamento, ela precisa lidar com concorrentes e com as criaturas que habitam a névoa, os monstruosos Sombras.
Em suas missões, Beca conta com o suporte de seu irmão Edu e seu pai adotivo Lion. Os três moram numa área que está sob o comando de Emir, líder da Torre, o maior arranha-céu de Rio-Aires. Embora Emir venda a ideia de estar sempre trabalhando pelo bem estar de todos, a verdade é que a vida nos mega-edifícios é uma luta diária de poucos confortos e há outras facções que disputam o poder com a Torre. Outra figura importante na trama é Rato, um rapaz cheio de segredos, que surge como antagonista e possível interesse amoroso de Beca.
A Torre Acima do Véu é um livro que mistura elementos de distopia young adult e survival horror, trazendo uma ambientação que o destaca de outras obras do gênero, tanto que eu gostaria que um pouco mais de tempo para mostrar melhor a política e o jogo de poder entre as diferentes facções. Vale ressaltar que a maioria dos personagens são afrodescendentes (incluindo a própria Beca) ou mulatos. Uma boa sacada da autora.
Falando sobre personagens, Beca é uma garota de temperamento explosivo. É sempre bom ver uma protagonista feminina independente, mas em alguns momentos ela assume uma postura desnecessariamente agressiva, além de ter uma personalidade um pouco rasa, assim como os demais personagens do livro. A narrativa tem um estilo ágil e dinâmico, o vocabulário é bastante acessível.
Uma coisa que me incomodou um pouco foram as mudanças rápidas de ponto de vista. Textos que abordem a visão de vários personagens simultaneamente não me incomodam, mas aqui elas são tão raras que quando acontecem acabam criando certa confusão. O final é inconclusivo, deixando claro que haverá um segundo volume (pelo twitter, a Roberta me revelou que não será uma continuação direta, e sim uma história ambientada no mesmo universo).
Em última análise, A Torre Acima do Véu é um bom livro. A ambientação é interessante e as sequências de ação são de tirar o folêgo. Fica a impressão de que não alcançou todo o potencial, mesmo assim, vale a leitura. Recomendado!
Ladrões, sequestradores, pedófilos, estupradores, assassinos… Esse tipo de gente não me assusta; lidar com o pior da Sociedade é meu trabalho. Mas o que vou fazer agora, isso sim, mexe comigo. É o futuro da minha vida familiar que está em jogo.
Confiro minha aparência no espelho do fundo do elevador. Dou uma ajustada na armadura policial modelo copsuit de placas nanopolimetrícas azuis sobre um colante preto à prova de balas, fogo, eletricidade e sei lá mais o quê. Pesa menos de um quilo, mas o manual garante que aguenta até um tiro de canhão de plasma.
— Nervosa, Sandra? — pergunta o capitão Álvaro, sua hierarquia superior garante uma copsuit um pouco mais sofisticada. No espelho, o vejo dar aquele sorriso com o canto da boca, enquanto encara minha bunda, me comendo com os olhos. Nenhuma novidade.
Dragon Ball Z é um anime que conta as batalhas de Son Goku, um saiyajin criado na Terra que… er… bom, vocês sabem.
Os Guerreiros Z tem uma longa trajetória no mundo dos games, com um grande lançamento em quase todos os anos. Jogos que nos últimos tempos tem sofrido para escapar da sombra de Budokai 3, que apesar de ter sido lançado em 2004 (duas gerações e mais de uma década atrás), ainda é considerado pela maioria o melhor game de DBZ já feito.
Tentando sair dessa sombra, Dragon Ball Xenoverse chegou para diversas plataformas no começo de 2015 com uma proposta mais ambiciosa que os jogos recentes de Goku & Cia. A começar pelo fato de não ser um game de luta tradicional. O foco está todo em uma campanha que mescla elementos de RPG.
Tudo começa quando uma força misteriosa aumenta o poder dos vilões Freeza, Cell e Maijin Buu em diferentes momentos da história, provocando mudanças perigosas na linha do tempo. Trunks, que agora é membro da Patrulha do Tempo, pede para Shenlong lhe enviar um aliado poderoso o bastante para ajudar na nova batalha.
Esse aliado é ninguém menos que você. Em Xenoverse, você cria o seu próprio Guerreiro ou Guerreira Z, toma parte em algumas das batalhas mais memoráveis de Dragon Ball Z e interage com os heróis clássicos, o que resulta em pequenas mudanças em comparação com a história original. No momento da criação, é possível escolher entre cinco raças diferentes e, com a campanha rolando, dá para customizar as roupas e técnicas especiais — como o mundo de DBZ não precisa de mais caras bombados, eu joguei com uma garota saiyajin que evoluiu até super saiyajin 2.
O sistema de batalha é bem diferente do tradicional um-contra-um lateral. As lutas acontecem em grandes cenários abertos e combates em grupo. No começo, estranhei um pouco, mas assim que se pega o jeito, tudo fica bem instintivo. É notável o cuidado que tiveram para reviver o clima do anime: movimentos, golpes e até efeitos sonoros foram recriados com perfeição. Só a escala de destruição é que deixa um pouco a desejar.
Esse cuidado reflete o quanto o game é voltado para os fãs. Falam em distorções no tempo, mas em nenhum momento explicam quais mudanças ocorreram, assumindo que os jogadores já sabem que Raditz não deveria derrotar Goku e Piccolo.
A má notícia é que Xenoverse tem pontos negativos demais para serem ignorados. Os maiores estão justamente nas batalhas. Embora as lutas empolguem no começo, com o tempo elas se tornam um tanto repetitivas, já que todos os personagens seguem mecânicas de combate semelhantes. A câmera é aberta, movendo-se de forma independente; infelizmente, como é comum em câmeras desse tipo, tudo fica muito confuso quando o jogador se aproxima das paredes.
Há duas opções de dublagem: japonês e inglês, sendo que esta última possui uma sincronia labial sofrível. Apesar dos menus e legendas estarem em português, o trabalho de tradução e adaptação não foi bem feito. Alguns personagens e técnicas são chamados por mais de um nome e são utilizados substantivos e pronomes masculinos com as personagens femininas o tempo todo. Nada que atrapalhe muito, mas incomoda.
Concluindo: Dragon Ball Xenoverse acerta em muitas coisas, mas também tem muitos pontos negativos. É possível se divertir bastante com o jogo, desde que você seja capaz de relevar esses problemas. Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC Gênero: luta Estúdio: Bandai Namco Lançamento: 2015