3 de out de 2014

Top 5 - Casais Homossexuais

De uns tempos para cá, temos visto um aumento no número de declarações homofóbicas por parte de lideranças políticas e religiosas, o que (somado aos recentes casos de racismo no futebol) mostra que a sociedade brasileira não está tão livre de preconceitos quanto se acreditava.

Na cultura pop, por outro lado, os relacionamentos homossexuais são cada vez mais comuns e os casais, cada vez mais legais. Para esse Top 5, eu usei dois critérios. Como sempre, o primeiro e mais importante, é o meu próprio gosto pessoal; o segundo critério, foi deixar de fora os bromances e as grandes amizades que despertam dúvidas. Tem que realmente existir um romance entre os personagens.

5 - Renly & Loras (Game of Thrones)



Renly Baratheon é o irmão caçula do rei Robert. Com o desenrolar das guerras pelo trono dos Sete Reinos, Renly forja uma aliança com a poderosa Casa Tyrell ao tomar como esposa Margaery Tyrell, irmã de Sor Loras, um dos melhores espadachins do mundo e amante de Renly de longa data. Uma relação que ambos precisam esconder, já que o homossexualismo é considerado pecado em Westeros, ainda sim, comentários ocasionais dão a impressão que esse romance pode não ser tão secreto como eles pensam.

4 - Subaru & Seishirou (Tokyo Babylon/X-1999)



Herdeiro do clã Sumeragi, o tímido Subaru torna-se uma espécie de mago exorcista ainda muito jovem. Ele vive com a irmã gêmea Hokuto e, em suas missões, costuma receber a ajuda de Seishirou Sakurazuka, um veterinário que também possui talentos mágicos. Quando Seishirou perde a visão do olho direito para salvar Subaru, o rapaz percebe seus verdadeiros sentimentos por ele, mas Seishirou não tarda a revelar seu lado sombrio. Os dois se encontram anos mais tarde como inimigos e a relação termina de forma trágica.

3 - Haruka & Yuu (Sakura Trick)



Em seu primeiro dia como colegiais, as amigas Haruka Takayama e Yuu Sonoda querem reforçar o laço que as une, fazendo algo em segredo que apenas elas saberiam. As duas decidem se beijar, mas esse beijo faz despertar um sentimento que, até então, ambas desconheciam. A partir daí, elas vão descobrindo amor à medida em  que a relação se torna mais forte. Além de se esconder de Mituski, a ciumenta irmã mais velha de Yuu, as namoradas quase sempre se vêem em situações inusitadas, muitas delas causadas pela ingenuidade de Haruka.

2 - Dani & Finch (Witchblade/Artifacts)



Apesar de ganhar a vida como professora de dança, Danielle Baptiste também já foi usuária da manopla mística Witchblade. Dani acaba se envolvendo com os problemas de uma de suas alunas, a bissexual Finch, cujo namorado está tentando obrigá-la a trabalhar num bordel para pagar as próprias dívidas. Quando Finch se vê livre graças a Dani, se apaixona por ela. Eventualmente, Dani perde a posse da Witchblade, mas recebe os poderes de Angelus, a entidade guardiã da magia da luz. Depois disso, ela decide se mudar para Nova Orleans, Finch a acompanha e o relacionamento das duas, enfim, se desenrola.

1 - Kieren & Simon (In The Flesh)



Após a humanidade sobreviver a um apocalipse-zumbi, os mortos-vivos "sobreviventes" agora passam por um tratamento para serem reintegrados a sociedade. É caso de Kieren Walker, um zumbi homossexual que tenta levar a vida na pequena cidade de Roarton. Mas essa é uma convivência cercada de preconceitos. É nesse contexto que ele conhece Simon Monroe, um zumbi defensor dos direitos de sua raça. Simon também é seguidor do misterioso Profeta e tem a missão secreta de encontrar o primeiro morto-vivo, que ele acredita ser Kieren. A proximidade e o fascínio de Simon por Kieren faz surgir um romance entre eles.

27 de set de 2014

The Leftovers - 1ª temporada

Quando se fala em The Leftovers, há quem pense que a presença do produtor Damon Lindelof faz dessa série um novo Lost, ou seja, uma trama de mistérios que nunca serão resolvidos. Bom, para quem pensa em assistir esta série, meu conselho é: esqueça Lost, apenas tire da cabeça. Os dois shows nada tem em comum.

Dito isto, The Leftovers é uma adaptação para a TV do livro homônimo de Tom Perrota. O autor assina a co-produção do show e também alguns episódios. Produzida pelo canal Showtime, essa primeira temporada conta com 10 episódios.

A trama começa três anos após um evento conhecido como Arrebatamento, quando 2% da população mundial simplesmente desapareceu sem qualquer explicação, deixando para trás uma sociedade confusa e alquebrada, mergulhada em uma crise existencial que afeta a todos, sem exceção. O que restou para aqueles que ficaram é tentar seguir com a vida em um mundo onde tudo parece ter perdido o sentido.

Estamos em Mapleton, uma pequena cidade suburbana nos arredores de Nova York, que perdeu 100 pessoas no dia do Arrebatamento. É nesse cenário, onde todos conhecem todos, que transitam nossos "heróis". A história se foca na família Garvey, que aparenta não ter perdido ninguém, mas, ainda sim, desmoronou após a data fatídica.

O protagonista da série é Kevin Garvey (Justin Theroux), o chefe da polícia local, que trava uma batalha interna contra a insanidade. Ele sofre "apagões" cada vez mais frequentes e, quando acorda, está em um lugar diferente sem se lembrar de como chegou lá ou o que fez pelo caminho. Kevin vive com a filha adolescente Jill (Margaret Qualley). Problemática e auto-destrutiva, Jill busca apoio em Aimee (Amilly Meade), uma jovem misteriosa que nunca fala da família e praticamente mora na casa da amiga.

Ainda temos, Tommy (Chris Zylka), o filho adotivo dos Garvey, que fugiu de casa para seguir um sujeito chamado Wayne (Paterson Joseph), que se diz um profeta. Perseguido pelo FBI, Wayne encarrega Tommy de proteger sua namorada grávida, Christine (Annie Q).

Para completar, temos Laurie Garvey (Amy Branneman), a ex-esposa de Kevin. Após o Arrebatamento, Laurie abandonou a família para se juntar aos Remanescentes da Culpa. Uma espécie de seita onde todos se vestem de branco, fumam cigarros e são proibidos de falar, comunicando-se através de mensagens em bloquinhos. Os Remanescentes são o elemento mais emblemático da série. De início, podem até despertar certa simpatia pela forma como são perseguidos e agredidos nas ruas, mas a medida que o tempo passa, eles se mostram mais e mais como grandes filhos da mãe!

Outros dois personagens merecem um destaque especial: o reverendo Matt (o ex-Doctor Who Christopher Eccleston) e sua irmã, a assistente social Nora (Carrie Coon).

Matt está convencido que o Arrebatamento não foi uma obra de Deus e tenta provar isso através de panfletos difamatórios, mostrando que muitos dos arrebatados não eram pessoas de boa índole. É um homem que luta para restaurar a fé de sua comunidade, mesmo que tenha que sujar as mãos de vez em quando. Já Nora é quem mais foi afetada pelo Arrebatamento: ela perdeu toda a família (marido e um casal de filhos). Mais adiante, descobrimos que à dor da perda que ela sente, também se soma um sentimento de culpa.

Como dá pra ver, The Leftovers apresenta um mosaico de personagens bem complexo. O próprio Arrebatamento permanece em segundo plano. Para onde as pessoas foram? Por que foram? Talvez nunca saibamos as respostas, mas não importa. Esse não é o tema da série.

Fica evidente o cuidado na escolha do elenco. Todos estão bem à vontade em seus personagens e temos algumas excelentes performances. Destaque para Justin Theroux, Carrie Coon e Ann Dowd (como Patty, a líder dos Remanescentes).

A série ainda se arrisca a fazer algumas experimentações. No 3º episódio, a família Garvey é colocada um pouco de lado e o foco caí quase que exclusivamente em Matt e sua jornada pessoal. O mesmo acontece no episódio 6, focado em Nora. Já no episódio 9, temos uma volta ao passado, aos momentos que antecederam o Arrebatamento (mas mesmo sendo um prelúdio, não recomendo ver esse episódio antes dos demais).

Pra concluir esse post, que ficou maior que esperava, The Leftovers é um drama complexo e sem soluções simples. É uma série que não tem medo de arriscar e conseguiu encontrar sua própria linguagem. Mais que recomendada!

20 de set de 2014

E-Livros Grátis (ebooks para download gratuito)

A dica de hoje é para quem procura um site com um bom acervo de e-books para baixar e também para novos autores que, assim como eu, procuram formas acessíveis de divulgar seus livros eletrônicos.

O E-Livros Grátis oferece o download de obras da literatura nacional clássica e moderna, literatura estrangeira, infanto-juvenil, crônicas, acadêmicos, filosofia e inúmeras outras opções. É importante destacar que não se trata de um site de pirataria: os livros encontrados no site são de domínio público ou foram disponibilizados pelos próprios autores.

Eu mesmo já publiquei Serpente de Fogo por lá. Quem quiser fazer o mesmo, basta seguir as regras de envio do E-Livros.


Boas leituras!

6 de set de 2014

Top 5 - Bons Livros Que Renderam Bons Filmes

Não é de hoje que o cinema busca inspiração na literatura. Não é difícil ver adaptações que causam calafrios nos leitores, mas também existem muitos bons exemplos parcerias livro/filme bem sucedidas.

Até dizem por aí que é mais fácil gostar das duas versões quando você assiste o filme primeiro, o que, talvez seja verdade. Nesse Top 5, eu listo minhas obras favoritas em que gostei tanto da versão literária, quanto da cinematográfica, e a quinta posição é a única em que experimentei o livro antes.

Seja como for, aqui vai a lista. Quem quiser, pode deixar outras obras nos comentários.

5 – Solaris, de Stanislaw Lem


O livro é um sci-fi que narra os estudos mal-sucedidos de um grupo de cientistas em Solaris, um planeta completamente coberto por um oceano que, na verdade, é uma forma de vida inteligente. Ao mesmo tempo, o oceano também parece estudar os exploradores, criando replicas de pessoas que estes conheceram no passado. É o que acontece com o psicólogo Kris Kelvin, que se depara com uma sósia de sua falecida esposa.

Já foram duas adaptações para o cinema: uma de 1974 e outra de 2002, com George Clooney no papel de Kelvin. Essa segunda adaptação mantém a ideia original, mas traz uma abordagem bem diferente, com um foco maior no triller  psicológico e na relação de Kelvin com a réplica de sua amada. Ao invés de um planeta, temos uma estrela próxima ao fim de seu ciclo. O resultado são duas obras diferentes entre si, mas ambas são bem legais.


4 – Jogos Vorazes, de Suzanne Collins


A trama do livro (o primeiro volume de uma trilogia) gira em torno dos Jogos Vorazes, um reality show brutal, organizado pelo governo, em que 24 adolescentes são deixados em um ambiente hostil para se digladiarem até que apenas um saia com vida. Quando sua irmã caçula é sorteada para participar dos Jogos, a jovem caçadora Katniss Everdeen se oferece como voluntária para tomar o lugar dela.

O longa de 2012 não foi apenas um gigantesco sucesso, como também trouxe dois elementos incomuns para os blockbusters hollywoodianos: uma boa personagem feminina como heroína de ação e uma crítica social forte. O filme é bastante fiel ao livro e ainda tem Jennifer Lawrence (perfeita como Katniss) no elenco.


3 – Frankenstein, de Mary Shelley


O livro narra a infeliz trajetória de um cientista chamado Victor Frankenstein, revelando como sua obsessão com a vida e a morte o levou a estudar ciências até se tornar capaz de criar uma criatura inteligente em seu laboratório. A narrativa prossegue relatando a série de eventos  trágicos que levara criatura e criador a se voltarem um contra o outro.

Frankenstein e seu Monstro já deram as caras em incontáveis filmes. O meu favorito é Frankenstein de Mary Shelley (1994), com Kenneth Branagh e Robert De Niro. O longa tem uma atmosfera gótica que casa bem com a ambientação do livro e se mantém fiel ao original, fazendo mudanças apenas no arco que envolve a Noiva do Monstro.


2 – Drácula, de Bram Stoker


Por meio de relatos, o livro conta como o vampiro Drácula engana o corretor Jonathan Harker para comprar terras na Inglaterra e viaja para Londres, onde passa a assediar Mina Murray e sua amiga Lucy. Alertado da ameaça, o professor Van Helsing reúne um grupo, que inclui seu pupilo Jack, um americano chamado Quincy Morris, o noivo de Lucy, Arthur, além do próprio Harker. Juntos, eles iniciam uma luta contra as diabólicas forças de Drácula.

Como um dos maiores ícones da cultura pop, Drácula está presente em uma lista interminável de games, HQs e filmes. No cinema, acredito que a obra que melhor adaptou o livro foi Drácula de Bram Stoker (1992). Com direção de Francis Ford Copolla e um elenco estrelado, o filme traduz a linguagem do romance do século 19 para os tempos modernos. Mesmo as pequenas mudanças funcionam bem. Aqui temos a figura do vampiro sedutor em sua melhor forma.


1 – Entrevista Com o Vampiro, de Anne Rice


No livro, o charmoso Louis de Pointe conta a um jovem repórter a história de seus 200 anos de vida. Louis narra como, após a morte do irmão, conheceu o belo Lestat, que o transforma em vampiro e o conduz pelos caminhos dessa nova vida. Anos mais tarde, eles transformam uma menina chamada Cláudia em vampira. À medida que a mente de Cláudia envelhece, o trio compartilha uma relação cada vez mais complexa.

Em 1994, o livro ganhou uma excelente adaptação com um elenco recheado de galãs e uma jovem Kirsten Dunst. O longa é bem fiel ao enredo original, mas com uma abordagem diferente, mais focada nas alegorias e na figura romântica do vampiro, enquanto que a obra de Rice fala sobre a atração irresistível exercida pelo sobrenatural. Eu recomendo tanto o livro, quanto o filme. São experiências diferentes que se complementam com perfeição.

30 de ago de 2014

[Conto] A Doutora & O Doador

Esse é mais um conto que foi publicado pela extinta Editora Infinitum em uma de suas antologias. É um dos primeiros que escrevi. Aqui, o apresento em uma versão revisada.

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“Já vai acabar”, disse Cibele pra si mesma. “Coragem, você sabe que precisa fazer isso!”. 

O suor escorria por todo seu corpo. Ela acelerou o movimento frenético para alcançar logo o clímax. Fechou os olhos para não encarar o rosto do homem deitado embaixo dela (como era mesmo o nome?) e para não deixar as lágrimas rolarem. Há muito deixara de sentir prazer no ato. Seus músculos doíam pelo esforço, a mente divagava.

Estavam todos enganados! Ainda jovem chegara a essa conclusão. Livros, filmes, revistas… todos errados! Não havia nada de romântico ou sedutor em ser um vampiro, tudo que havia era a frieza… e a culpa.

16 de ago de 2014

[Resenha] Eleanor & Park, de Rainbow Rowell

Antes de mais nada, quero falar sobre os motivos que me levaram a ler esse livro. Quem acompanha o blog e minhas resenhas, deve ter percebido que meu gênero favorito é fantasia e também gosto de ficção científica. Esses são os tipos de leitura que prefiro, mas como autor, considero importante conhecer, ao menos um pouco, de outros gêneros. Acredite, isso pode acrescentar muito a sua escrita.

Foi com essa disposição que decidi procurar um romance e o escolhido foi Eleanor & Park, de Rainbow Rowell. O livro é ambientado na década de 1980, a trama se passa num subúrbio americano e conta a história de um inusitado casal adolescente.

Eleanor é uma ruiva acima do peso, sofre de baixa auto-estima e tem o hábito de andar desarrumada. Mora com uma família grande em uma casa pequena e ainda precisa lidar com um padrasto alcoólatra e violento. Já Park é um mestiço de feições orientais e espírito rebelde. Sua mãe é uma cabeleireira sul-coreana e seu pai é um ex-militar norte-americano, que parece sempre insatisfeito com o filho, embora seja quem mais o apoie nos momentos críticos.

De início, Eleanor e Park mal olham na cara um do outro, isso apesar de sentarem juntos no ônibus escolar. A relação começa a mudar quando ele percebe o interesse da moça em suas revistas dos X-Men.

O que mais me chamou a atenção nesse livro é a sobriedade. Não há o lirismo que se poderia esperar em uma obra do gênero. Nada de amor à primeira vista, brilho no olhar ou outras alegorias românticas. O maior mérito do livro está na maneira como a autora vai construindo aos poucos a relação do casal principal, em meio a pressões familiares e bullying.

Como dá pra perceber, Eleanor & Park não é só um romance, mas também um drama do tipo slice of life.

A narrativa é em terceira pessoa, mas sempre pelo olhar de um de seus protagonistas. As transições são marcadas pelos uso dos nomes de Park ou Eleanor como subtítulo. Essas mudanças de foco são constantes, chegando  a acontecer várias vezes dentro de um mesmo capítulo. Esse recurso dá um estilo diferenciado à narrativa, mas alguns leitores podem se sentir incomodados com uma alternância tão frequente de ponto de vista.

Para encerrar, Eleanor & Park é um livro que vale a pena ser lido por apresentar um romance cativante e, ao mesmo tempo, melancólico. Vale ainda como uma visita aos anos 80. Mais que recomendado!

ELEANOR & PARK
Autora: Rainbow Rowell
Páginas: 328
Editora: Novo Século
Lançamento: 2013

2 de ago de 2014

[Dicas para escrever] Videolog Nitro Dicas

Hoje quero apresentar para vocês o videolog do autor nacional Newton Rocha, que posta em seu canal no youtube uma boa quantidade de material relacionado à literatura e RPG. Meu destaque vai para a playlist Nitro Dicas, que traz uma série de videoaulas com dicas valiosas para os novos autores.

Abaixo tem o link para o videolog e o primeiro desses videos. Eu recomendo!