7 de dez de 2013

HQ - Serpente de Fogo: Ataque ao Vilarejo

Como a maioria de vocês deve saber (mesmo que não acompanhem), estou publicando uma série literária do gênero dark fantasy com capítulos semanais disponíveis para leitura online gratuita: Serpente de Fogo. Logo no início da série somos apresentados à Mirya Clancey, que nos contará a saga de seus pais e também fala sobre a rivalidade com seu meio-irmão.

Hoje trago para vocês uma HQ curta contando uma pequena história extra estrelada por uma Mirya mais jovem do que aquela que vemos em Serpente de Fogo, e por Rodrick, o meio-irmão de Mirya. Não é preciso acompanhar a série para ler essa HQ, que tem apenas 4 páginas e é auto-contida (tem começo, meio e fim). A arte é de Rafa Lee.

Clique na imagem para ler.



E aqui, o roteiro original em full script (download via 4Shared)

30 de nov de 2013

[Game] Grand Theft Auto V

Grand Theft Auto V é o novo capítulo da controversa série de jogos da Rockstar. Uma palavra sobre esse game: Uau! Comecei minha primeira sessão com as expectativas lá no alto e tenho que dizer que GTA 5 superou todas elas!

Quem experimentou os games anteriores ou já está habituado à mecânica de jogos de mundo aberto não deve esperar por grandes inovações.

Não, o que realmente destaca esse game dos demais é a quantidade inacreditável de possibilidades: desde dirigir carros e motos à pilotar helicópteros, aviões e submarinos; de jogar tênis ou golfe à praticar ioga; de administrar seu próprio negócio (lícito ou não) à investir em ações na bolsa de valores, de dar um rolé com os amigos à colecionar fotos das strippers com as quais você dorme. E isso é só um pouco (quase nada) da lista imensa de coisas para se fazer na cidade fictícia de Los Santos.

Aliás, todos os aspectos do jogo são grandiosos. O tamanho da cidade é absurdo, como também é o cuidado com os detalhes. É possível notar a textura do asfalto enquanto dirige, as ruas são sinalizadas, todas as lojas têm nomes e por aí vai. Nenhum outro game conseguiu emular o mundo contemporâneo nesse nível.

A maior inovação que GTA 5 trás em matéria de gameplay é o fato de termos não um, mas três personagens principais. São eles: Michael De Santa, um ladrão de bancos aposentado que vive em uma mansão e está sempre em pé de guerra com a esposa e os filhos; Franklin Clinton, rapaz do subúrbio que mora com uma tia bagaceira e vive de pequenos golpes, mas que está cansado de se arriscar por ninharias; e Trevor Phillips, um antigo parceiro de Michael que pode ser descrito como um sujeito psicótico, violento e alucinado… não só é um maníaco, como gosta disso!



Como é possível alternar entre eles quase que livremente (dentro e fora das missões), cabe ao jogador a tarefa de cuidar da aparência, casas, carros, roupas, economias, equipamentos e negócios de cada um dos três. Isso dá uma perspectiva totalmente nova ao jogo.

Os games da Rockstar são conhecidos por serem polêmicos e GTA 5 não foge à regra. Nossos “heróis” são pessoas que vivem à margem da lei (cabe ressaltar que pessoas honestas são raridade em Los Santos). Roubar carros, usar drogas, aplicar golpes milionários, fugir da polícia… tudo isso é rotina! O jogo chega ao extremo de ter uma cena de tortura interativa, onde o jogador escolhe uma "ferramenta" e deve executar comandos para utilizá-la no pobre torturado.

Mas para aliviar o clima pesado, tudo é pontuado por muito, muito humor negro. Especialmente nos desenhos e reality shows que o jogador pode assistir na TV, que criticam de forma bastante ácida o que anda passando pelas telinhas atualmente.

Se você não lida bem com o politicamente incorreto, Grand Theft Auto V não é o seu jogo. Caso contrário, é um game imperdível! Não só um dos melhores do ano, mas um dos melhores em todos os tempos!

Plataformas: PS3, PS4, XBox 360, XBox One, PC
Gêneros: ação, aventura, tiro em terceira pessoa
Lançamento: 2013
Estúdio: Rockstar



16 de nov de 2013

[Dicas para escrever] Foco Narrativo, com Pedro Bandeira

Hoje quero trazer para vocês uma aula sobre foco narrativo com um professor bem especial: Pedro Bandeira, autor de Os Karas. Para quem não conhece, essa é uma das séries infanto-juvenis mais bem-sucedidas da literatura nacional. As histórias acompanham as aventuras de um grupo formado bom cinco colegas do colegial: Miguel, Calú, Crânio, Chumbinho e Magrí, que a cada livro se vêem em uma nova trama de mistério, suspense e perigo.

Em ordem, os livros são:
- A Droga da Obediência;
- Pântano de Sangue;
- Anjo da Morte;
- A Droga do Amor;
- Droga de Americana.

Nas seis aulas abaixo, Pedro Bandeira fala sobre um tema de suma importância na hora de escrever um livro: a narrativa. Os temas abordados vão desde o narrador à como envolver os leitores de forma emocional. A linguagem utilizadas é simples, mas trás dicas preciosas. Vale a pena ver!

Lembrando que os vídeos compartilhados aqui no blog e na fanpage estão disponíveis na minha playlist Baú do Joe. Até!

Nota: Não foi possível incorporar o primeiro vídeo, mas a clicando no link do título do vídeo abaixo, você pode ver todas as aulas.

9 de nov de 2013

Conto - A Carta Para O Doutor

Como sou curadora do museu municipal, muita gente pensa que passo o dia inteiro sem fazer nada além de admirar arte. Bom, pode não ser o emprego mais pesado do mundo, mas têm dias e dias. Hoje estou fazendo hora extra noite afora para preparar uma grande exposição de esculturas para a próxima semana e devido a vários probleminhas, as obras só foram entregues no fim do expediente.

Dou um giro pelo museu para ver se está tudo em ordem. Caminho sozinha pelos corredores e não demora para ver algo fora do lugar. Alguém colocou um grupo de uma dúzia de pequenas gárgulas de pedra na sala barroca, ao invés da gótica. Depois resolvo isso. Agora, preciso cuidar da remoção das últimas peças da exposição anterior Engraçado. Em uma segunda olhada, algumas gárgulas parecem estar em posições diferentes.

Minha imaginação está me pregando peças.

Na sala seguinte, me deparo com outro problema. Apanho o rádio no meu cinto e me volto para a câmera no canto da sala.

8 de nov de 2013

[Dicas para escrever] Lembra desse? Quadrinize

Quem me acompanha a algum tempo deve se lembrar da Quadrinize. Projeto do qual participei em meados de 2010. A Quadrinize era um site de dicas para quem queria fazer quadrinhos. Entre o material disponível era possível encontrar colunas sobre roteiro, narrativa, ambientação, clichês, gêneros e mais.

Tanto material bom não poderia ser simplesmente deixado de lado.

Graças ao site Web Archive, especializado em guardar a memória da internet é possível matar um pouco da saudade. Não se trata de um resgate completo, nem todos os textos estão disponíveis e não é possível visualizar as imagens, mesmo assim ainda tem muito para ser aproveitado por lá.

26 de out de 2013

[Anime] Jormungand

"Her name is Koko! She is loco! I said: oh, no!"

Antes de começar, uma pequena aula de mitologia nórdica. Jormungand é uma serpente colossal, cujo corpo é grande o bastante para dar a volta ao mundo. Por essa razão, muitas vezes ela é chamada de Serpente do Mundo ou Serpente de Midgard (o mundo dos homens). Agora, para saber o significado do Jormungand do título do anime em questão vai ser preciso esperar um pouco, já que essa explicação só vem nos arcos finais da série.

Baseado no mangá de Keitaro Takahashi, Jormungand é uma produção de  2012 que conta com 12 episódios. No mesmo ano, a série ganhou uma segunda temporada chamada Jormungand: Perfect Order com mais 12 episódios.

A trama conta a história de Koko Hekmatyar, uma excêntrica e carismática traficante internacional de armas. Koko viaja pelo mundo acompanhada de sua equipe de guarda-costas. Entre eles quem mais se destaca é o menino-soldado Jonah, um orfão de guerra que odeia armas, apesar de ser um exímio atirador. Koko e Jonah tem uma relação onde ambos são tanto protetor quanto protegido e da interação entre eles nascem alguns dos momentos mais interessantes do anime.

Outros personagens de destaque são a lésbica super-turbinada Valmet, uma especialista em artes marciais e Kasper Hekmatyar, irmão mais velho de Koko e também traficante. O casal de irmãos é ligado por um forte laço, apesar de uma certa concorrência entre eles.

Sendo uma animação dirigida a um público mais maduro, Jormungand tem um tom sombrio e violento, mas também melancólico, por vezes. O estilo lembra um pouco os filmes de ação B com tiroteios irreais e explosões em cenários que vão desde ruas movimentadas à matas fechadas.




Esse é um anime que eu curti muito, mas preciso reconhecer que a série deixa a desejar em alguns pontos. É uma pena que o pai de Koko e Kasper não apareça em nenhum momento, sendo apenas citado várias e várias vezes.

Enquanto a primeira temporada traz episódios fechados com maior foco na ação, a segunda é mais voltada para os personagens. Mesmo sendo uma traficante de armas, Koko tem um grande plano para trazer a paz mundial. Aqui reside outro ponto fraco. Durante todo o anime, ela se mostra uma personagem inteligente e sagaz, mas no fim se entrega cegamente a um esquema ousado em sua forma, mas ingênuo em seus objetivos.

No final das contas, Jormungand se segura mais no carisma de seus personagens (especialmente Koko) do que em sua trama, que carece de um pouco mais de substância. Ainda assim, é um anime divertido de assistir, que se distância das produções adolescentes e dos ecchis que dominam o mercado.




19 de out de 2013

[Resenha] O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano

Não é segredo para ninguém que a literatura fantástica nacional está ganhando cada vez mais espaço e um dos livros mais comentados do ano é O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano, publicado pela editora Casa da Palavra, através do selo Fantasy. Tantos elogios podem funcionar como uma faca de dois gumes, já que criam expectativas muito altas, como as que eu tinha quando comecei a ler.

Mas a obra de Solano não deixa por menos e consegue fazer jus à fama!

A história é ambientada no mundo fantástico de Kurgala e acompanha a saga do jovem guerreiro Adapak. Filho de um deus, ele passou a maior parte de sua vida oculto do mundo, adquirindo conhecimento e treinando para se tornar um espadachim sem igual. Porém, o ataque das forças de um misterioso inimigo obriga Adapak a partir em uma jornada para descobrir quem deseja matá-lo e qual é sua verdadeira origem.

Kurgala é um lugar que realmente chama a atenção. Enquanto a maioria das obras de fantasia busca inspiração em mitologias clássicas como a grega ou nórdica, Affonso Solano nos apresenta um mundo totalmente novo, povoado figuras exóticas, a começar pelo próprio Adapak: preto (ele não é afro-descendente, sua pele é mesmo da cor preta), de olhos totalmente brancos e sem orelhas.

O universo do livro ainda tem mitologia própria e é habitado por dezenas de raças nunca antes vistas, como lindas donzelas de pele roxa, homens-polvo de olhos gigantes, guerreiros de três braços, entre muitos outros. Prepare-se para exercitar sua imaginação!

A narrativa de Solano é sinérgica e flui de forma bastante agradável e envolvente. Muitas vezes o autor utiliza a ingenuidade de Adapak sobre o mundo para criticar a sociedade.

São muitos os pontos positivos do livro, mas também há ressalvas. O texto não costuma relembrar as características de cada raça e, como são muitas, me vi confuso em alguns momentos sobre a aparência deste ou daquele personagem. O clímax da trama vem de uma forma um tanto abrupta, acompanhado de um longo discurso do vilão explicando todos os detalhes do seu plano – algo que não fica legal.

O final do livro lembra mais a conclusão de um arco do que de uma história completa, deixando muitas pontas soltas para serem atadas no segundo volume.

Não costumo comentar sobre o preço dos livros que resenho, mas nesse caso, acho que é uma discussão válida. O valor cobrado varia de algo em torno de 25 reais podendo chegar até a 35 reais em algumas livrarias (salgado para um livro de meras 250 páginas).

No fim, O Espadachim de Carvão é uma ótima experiência e os pontos negativos são pequenos comparados com suas qualidades e não comprometem a ótima experiência. Recomendado!

FICHA TÉCNICA
O ESPADACHIM DE CARVÃO

Autor: Affonso Solano
Lançamento: 2013
Número de páginas: 250
Editora: Casa da Palavra