20 de dez de 2011

Quadrinize: Manifesto Comics Livres

Comics? Hein? Livres? Livres de quê? Quem as prendeu? E o mangá? E as tirinhas? Ninguém liberta os coitados?

A palavra “comics” pode parecer excludente, essa é uma impressão errada. Comics, trips, mangá, gibi, quadrinhos são sinônimos, embora sejam termos regionais. Então, libertar os comics é o mesmo que libertar todo e qualquer tipo de história em quadrinhos. A escolha do termo em inglês visa popularizar essa filosofia em todo o mundo. A intenção não é criar uma licença legal/jurídica, até porque é quase totalmente baseada no Copyleft, Queremos difundir uma maneira de encarar a produção e distribuição, tendo como suporte a comunidade que a Quadrinize! já conseguiu reunir ao seu redor.

Liberdade. Que palavra simples e, ao mesmo tempo, ilusória. Será que poderemos um dia atingir a plena liberdade nesse mundo em que vivemos...? 

16 de dez de 2011

Resultado da enquete

Chegou ao fim o prazo para votar na enquete sobre a lei de cotas para quadrinhos nacionais. No total foram 15 votos, e devo confessar que eu esperava um número maior de participações, principalmente pela importância do assunto.

Enfim, seja como, aqui estão os resultados:

> Você é a favor de uma lei de cotas para quadrinhos nacionais?

- Não: 73% (11 votos)
- Sim: 20% (3 votos)
- Indeciso(a): 6% (1 voto)

Vamos lá gente, semana que vem tem outra enquete. Todo mundo participando, hein?!

13 de dez de 2011

Revista Elementais

A Elementais Magazine contém três histórias que se passam no universo da série de light novel de Rafael Pombo: “Acabou a Brincadeira”, “O Eclipse de um Despertar” e “O Caso de Kieran, o Insano”.

Ao contrário da primeira edição, agora a revista tem PÁGINAS DE MANGÁ! Yeah! O conto “Acabou a Brincadeira” intercala narrativa em prosa e páginas de quadrinhos estilo mangá ilustradas pela Adriana Yumi, que também é colaboradora da Quadrinize. Também participa da edição o também colaborador Willian Marinho.

No site oficial da revista você pode encontrar um resumo de cada história, além de uma amostra grátis.

Boa leitura!

7 de dez de 2011

Antologia de contos - Super-Heróis

A editora Draco apresenta uma nova antologia com um tema inusitado: super-heróis.

Ok, nem todo mundo curte os filmes e quadrinhos de super-heróis. Porém, se você gosta de escrever literatura fantástica e não se inclui nessa minoria, gostaríamos de convidá-lo a submeter um conto para apreciação na antologia que estamos organizando para a Editora Draco, cujo título provisório (imaginativo) é Super-Heróis.

Nossa proposta é organizar uma antologia de contos bem escritos que abordem as aventuras de super-heróis de forma criativa, original e preferencialmente com tempero lusófono. Tanto faz se seu herói é humano ou alienígena, se possui superpoderes ou não, se é um bom sujeito ou nem tanto — embora, em princípio, prefiramos que nossos autores deixem os vilões do tipo sociopata mascarado para uma eventual Super-Heróis II: Supervilões. Tampouco importa se você mostrará a gênese do seu herói ou se ele cairá de paraquedas no meio de uma grande aventura. O importante é que seu(s) protagonistas sejam psicologicamente bem delineados e que suas aventuras / desventuras constituam uma leitura instigante e divertida.


Boa sorte!

28 de nov de 2011

Mundo Monstro - lançamento Infinitum

Mais um ótimo lançamento da editora Infinitum, mas dessa vez esqueça contos de terror e vampiros psiquicos:

MUNDO MONSTRO - O Estranho Caso do Vampiro Assassino (acesse)

Numa cidade perdida, humanos e monstros convivem pacificamente. Mapinguaris conversam com duendes, canibais são garçons, dragões trabalham em restaurantes e a fênix faz um show de exibicionismo. Mas esse equilíbrio pode ser quebrado a qualquer momento por um assassinato. Para impedir que isso aconteça, um detetive lobisomem e seu pupilo devem desvendar esse mistério.

Mundo Monstro – o estranho caso do vampiro assassino, é o primeiro livro da série juvenil de Gian Danton, lançado como e-book pela Infinitum Libris, protagonizada pelo detetive Guilherme o pupilo Érico.

24 de nov de 2011

Audiobook - Vampiros de Alma

A minha amiga Anny Lucard (prefaciadora de PsyVamp) é responsável por um trabalho muito legal no blog Contos Sobrenaturais produzindo audio contos.

O blog inclusive deu origem ao programa de mesmo nome que vai ao  ar à meia-noite de sexta/sábado pela rádio Digital Rio FM.

Outro fruto do Contos Sobrenaturais é a antologia em audiobook Vampiros de Alma, trazendo cinco contos narrados, com prefácio de Adriano Siqueira (Adorável Noite, PsyVamp). Além disso, o arquivo está disponível para download gratuito.

No link abaixo você pode acessar a página oficial com e ver as opções de download.


Organização: Anny Lucard 
Prefácio: Adriano Siqueira 
Contos e autores:
'Uma Canção do Inferno' de Ana Lúcia Merege
'Incubus' de Acácio Leão dos Anjos
'A Marca da Morte' de Marcelo Paschoalin
'Entre o Sagrado e o Profano' de Lord Fab
'A Deusa da Noite' de Raquel Pagno

15 de nov de 2011

A polêmica da lei de cotas

Quem acompanha notícias sobre quadrinhos nacionais já deve ter ouvido falar sobre o projeto de lei de autoria do deputado Vicentinho (PT) que visa criar uma cota miníma para publicação de quadrinhos brasileiros. Em resumo, a lei determinaria que uma editora que publica quadrinhos deveria reservar 20% da sua linha para HQs made in brazil.

Esse projeto não é novo, e já tramita por Brasília há alguns anos. Se, e quando o projeto poderia ser aprovado é incerto, mas vira e mexe a discussão volta a tona: para se criar um mercado de quadrinhos nacionais forte, é necessária uma lei de cotas?

Vou dizer uma coisa pra vocês: eu sou totalmente contrário à criação dessa lei.

Me parece que aqueles que são a favor dessa política acreditam que com isso veremos editoras como a Panini e a JBC publicando mangás e comics nacionais com a mesma qualidade que dedicam a seu material importado, bancas cheias de bons títulos brasileiros e leitores ávidos para consumir as HQs tupiniquins. É claro que seria ótimo termos um cenário assim, porém eu penso que essa lei não é a forma de alcançar isso.

Citei a Panini acima, mas é possível que toda essa discussão não afete essa editora. Mesmo sem os números exatos, acredito que os vários títulos da Turma da Mônica já a deixariam dentro da lei de cotas, e em último caso bastaria encomendar uma nova publicação ao pessoal da MSP.

Naturalmente, esse não é a realidade das outras editoras (lembrando que eu não falo em nome de ninguém, hein gente?!), mas vamos pensar: o mercado de quadrinhos também é uma forma de comércio, e como qualquer estabelecimento comercial as editoras precisam tomar decisões que sejam financeiramente interessantes. Uma HQ nacional pode ser comercialmente viável? Sim! Holy Avenger é um bom exemplo disso, contudo não vamos nos esquecer que os custos e os riscos de produzir uma revista são muito maiores do que importar material pronto. E se houvesse interesse comercial em correr esses riscos, isso já estaria sendo feito.

Mas pode não ser só um problema de interesse, existe outra questão: quantas editoras tem caixa suficiente para isso? Sem interesse comercial e sem caixa, haveria o risco de vermos uma enxurrada de HQs sem qualidade produzidas a baixos custos apenas para cumprir as cotas. E por qualidade não falo da história ser boa ou ruim, até porque esse é um conceito subjetivo (e gosto não se discute). Por qualidade, quero dizer material bem planejado e executado, com consistência nos roteiros, desenhos, etc; bom acabamento e impressão, além de uma distribuição eficiente.

Por tudo isso, eu não vejo a lei de cotas como a solução para se criar uma nova cultura de quadrinhos brazucas. Eu acredito que programas como o ProAC, que já financiou algumas HQs, podem ser um caminho. Outra caminho seria o de oferecer incentivos fiscais a editoras que publicarem títulos feitos por aqui (semelhante a Lei Rouanet que oferece deduções de impostos para quem investir em projeto culturais). Assim, uma HQ nacional poderia ser mais interessante do ponto de vista comercial e as editoras poderiam selecionar melhor o quê publicar.

Afinal, uma revista em quadrinhos deveria conquistar seu espaço nas bancas pela qualidade, e não por força de alguma lei.

E vocês o que pensam sobre esse assunto? Deixem seus comentários.