12 de mai de 2010

Fora do ar por problemas técnicos


Os últimos 30 dias foram uma total loucura para mim. Por causa de alguns problemas (principalmente técnicos), perdi um pouco o controle da situação.

O pessoal que me mandou e-mails ou está esperando alguma resposta minha, tenham só mais um pouco de paciência que eu vor colocar tudo em dia.

1 de abr de 2010

[Dicas para escrever] A Importância do Conflito


Imagine a seguinte história: a mãe de uma garotinha pede que ela leve uma cesta de doces para sua velha avó, a garota leva a cesta, se diverte na casa de sua avó e volta para casa. Fim.

Que tal? Gostou dessa história? Bem, se você respondeu “não”, então somos dois.

Mas o que falta nessa história? A resposta é simples: falta um conflito. Em uma HQ (ou filme, série, novela, etc.) um conflito pode ser um obstáculo a ser superado, um choque de ideologias ou um desafio a ser vencido.

Na história da garotinha, por exemplo, as coisas ficariam bem mais interessantes se houvesse algum perigo na floresta, digamos, um lobo feroz louco para jantar, tanto a garotinha, quanto a vovó. Agora o nosso pequeno conto ficou mais atraente, não?

Existem vários tipos de conflitos que podem ser usados em uma história em quadrinhos.

Uma revista de super-heróis e muitos mangás de ação trazem o conflito do bem contra o mal. Romeu & Julieta mostra o conflito de um jovem casal contra a sociedade que se opõe a seu amor. Quase todas as tragédias gregas são sobre o homem contra o destino.

Em O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, além da luta contra o crime, Batman também tem que enfrentar um conflito interno entre sua vida como Bruce Wayne e um impulso de voltar a ser o Homem-Morcego. Aliás, muitas vezes um conflito interior pode ser tão emocionante quanto uma batalha épica.

25 de mar de 2010

Kodama DF 2010 - novidades


Muitas novidades no site do Kodama DF.

Kodama DF 2010 (acesse o site oficial)

Novas atualizações sobre os convidados, zines participantes e convites, entre outras coisas. (veja a lista de novidades)

Mais informações sobre a oficina de roteiro que eu irei ministrar, como tópicos, faixa etária e material. (veja mais detalhes da Oficina de Roteiro para HQs)

O evento acontece em Brasília-DF nos dias 29 e 30 de maio, das 11h ás 21h nas dependências da UNIP.

16 de mar de 2010

HQ: A Caveira

Depois de um tempo, finalmente estou postando outra HQ desenhada aqui no blog. Trata-se de A Caveira, que foi desenhada por Israel de Oliveira.

Álias, fiquem ligados, que em breve, eu devo aparecer com um novo projeto para as HQs do blog.

Myebook - A Caveira - click here to open my ebook

E aqui está o roteiro original.

A Caveira

12 de mar de 2010

Ortografa!


Aqui vai uma dica pra quem ainda não se adaptou as novas regras da língua portuguesa.

O Ortografa é uma ferramenta on-line onde você pode escrever blocos de texto de até 500 caracteres e fazer uma correção de acordo com a nova grámatica. (Clique aqui)

Mas não se esqueçam, assim como o corretor do Word, o Ortografa não é 100% infalível, e só corrige erros de grámatica. Ainda cabe a você a tarefa de evitar frases mal-elaboradas.

As velhas regras do português ainda valem até janeiro de 2012, depois disso, só valem as regras da reforma.

9 de mar de 2010

E o Oscar vai para...


Depois de 1 semana de férias forçadas, o blog está de volta as atividades.

Quero aproveitar agora enquanto o assunto ainda está quente pra falar sobre o Oscar 2010. Pra começar, como tantos outros fiquei surpreso em ver a fúria de Rubens Ewald Filho quando o prêmio de melhor filme não foi para Avatar, e sim para Guerra ao Terror.

Antes, quero dizer que, na minha humilde opinião, quem realmente merecia levar a estatueta era Bastardos Inglórios. Apesar de tratar de um tema usado várias e várias vezes: a Segunda Guerra Mundial, o longa de Quentin Tarantino foge do óbvio desde a primeira cena, já com a participação genial de Christoph Waltz. Outro exemplo disso é a personagem Shosanna, interpretada por Mélanie Laurent. Em qualquer outro filme, Shosanna seria o interesse romantico de Aldo Rayne (Brad Pitt), aqui os dois nem mesmo se encontram e Tarantino tinha outros planos para a moça. Isso sem falar dos ótimos diálogos do filme.

Mas voltando à Avatar. Me surpreende essa crítica raivosa do Rubens, desde quando filme caro é sinônimo de filme bom? Avatar é bom filme e funciona muito bem como diversão descompromissada, mas pra mim, não passa disso. O filme ganhou os prêmios que merecia ganhar, os técnicos. Ninguém questiona que o visual e a construção do mundo de Pandora são espetaculares, mas e o roteiro? A história de Avatar é uma coleção de clichês e fórmulas repetidas, sem o visual embascante não se sustentaria.

Já sobre Guerra ao Terror, acho que o Oscar de melhor direção vencido por Kathryn Bigelow é bem merecido, ela realmente faz um trabalho esmerado. Por outro lado, eu acho que se não fosse pelo americanismo, dificilmente Guerra ao Terror teria vencido como melhor filme, até porque, assim como Avatar trata-se de uma mera repeticão de fórmulas já testadas.

24 de fev de 2010

Frank Miller: ex-gênio ou ruim de próposito?


Outro dia participei de um debate no blog Roteiro de Quadrinhos sobre Frank Miller. Em uma resenha da graphic novel Batman: O Cavaleiro das Trevas 2 veio à tona a questão se Miller ainda é o velho gênio de outrora.

Pra quem não tá entendendo nada, aqui vai o resumo da ópera.

Frank Miller é roteirista/desenhista. Sua era de ouro foi durante as décadas de 1980 e 90, quando, ao lado de feras como Alan Moore e Neil Gaiman, promoveu uma revolução nos comics, introduzindo o conceito de quadrinhos para adultos.

Nesse tempo, Miller produziu Batman: O Cavaleiro das Trevas, 300, Sin City, A Queda de Murdock, e (sem a mesma badalação, mas com a mesma qualidade) Ronin e Marta Washington.

Todas essas histórias são clássicas! E o que elas têm de tão íncrivel? Você pode perguntar. Além da estética inconfundível de Miller, essas obras se destacam pela sua narrativa cinematográfica. Em O Cavaleiro das Trevas, o roteiro mergulha fundo na psicólogia do Homem-Morcego, mostrando um grande duelo entre Bruce Wayne e Batman. Já 300 é um deleite visual, cheia de páginas duplas e splash pages.

Então vieram os anos 2000 e começaram os problemas. De lá pra cá, Frank Miller não fez nada que prestasse, mas para seus ferrenhos defensores, há um motivo para isso: supostamente, ele quer provar que, atualmente é possível vender horrores, mesmo com uma história horrorosa. Em outras palavras, Frank Miller está sendo ruim de próposito.

Primeiro foi O Cavaleiro das Trevas 2, que nada tinha de brilhante ou genial, na verdade, a história mais parece algum roteiro de Super Amigos, cheia de cores berrantes e diálogos vazios. Mais recentemente, Frank se juntou ao ótimo desenhista Jim Lee para criar All-Stars Batman & Robin, a idéia era repaginar a origem da Dupla Dinâmica, mas na prática temos um série que se apóia em mulheres semi-nuas e violência sem sentido. Além de algumas passagens ridiculas, como quando Batman se pinta da cabeça aos pés de amarelo para bater de frente com o Lanterna Verde (Santa falta de noção, Batman!)

Nem vou falar do filme Spirit, adaptação da obra suprema do mestre Will Eisner. Miller escreveu o roteiro, dirigiu o filme e cuspiu na lâpide de seu mentor.

Pra mim, essa história de ruim de próposito não cola. Em sua grande fase, Miller não precisava de justificativa para ser lido, ele era um gênio! Ponto. Tudo isso só prova que a tietagem só vê aquilo que quer ver. Fica aqui a expectativa de que algum dia Frank se canse dessa "brincadeira" e volte a ser bom de próposito.