26 de out de 2013

[Anime] Jormungand

"Her name is Koko! She is loco! I said: oh, no!"

Antes de começar, uma pequena aula de mitologia nórdica. Jormungand é uma serpente colossal, cujo corpo é grande o bastante para dar a volta ao mundo. Por essa razão, muitas vezes ela é chamada de Serpente do Mundo ou Serpente de Midgard (o mundo dos homens). Agora, para saber o significado do Jormungand do título do anime em questão vai ser preciso esperar um pouco, já que essa explicação só vem nos arcos finais da série.

Baseado no mangá de Keitaro Takahashi, Jormungand é uma produção de  2012 que conta com 12 episódios. No mesmo ano, a série ganhou uma segunda temporada chamada Jormungand: Perfect Order com mais 12 episódios.

A trama conta a história de Koko Hekmatyar, uma excêntrica e carismática traficante internacional de armas. Koko viaja pelo mundo acompanhada de sua equipe de guarda-costas. Entre eles quem mais se destaca é o menino-soldado Jonah, um orfão de guerra que odeia armas, apesar de ser um exímio atirador. Koko e Jonah tem uma relação onde ambos são tanto protetor quanto protegido e da interação entre eles nascem alguns dos momentos mais interessantes do anime.

Outros personagens de destaque são a lésbica super-turbinada Valmet, uma especialista em artes marciais e Kasper Hekmatyar, irmão mais velho de Koko e também traficante. O casal de irmãos é ligado por um forte laço, apesar de uma certa concorrência entre eles.

Sendo uma animação dirigida a um público mais maduro, Jormungand tem um tom sombrio e violento, mas também melancólico, por vezes. O estilo lembra um pouco os filmes de ação B com tiroteios irreais e explosões em cenários que vão desde ruas movimentadas à matas fechadas.




Esse é um anime que eu curti muito, mas preciso reconhecer que a série deixa a desejar em alguns pontos. É uma pena que o pai de Koko e Kasper não apareça em nenhum momento, sendo apenas citado várias e várias vezes.

Enquanto a primeira temporada traz episódios fechados com maior foco na ação, a segunda é mais voltada para os personagens. Mesmo sendo uma traficante de armas, Koko tem um grande plano para trazer a paz mundial. Aqui reside outro ponto fraco. Durante todo o anime, ela se mostra uma personagem inteligente e sagaz, mas no fim se entrega cegamente a um esquema ousado em sua forma, mas ingênuo em seus objetivos.

No final das contas, Jormungand se segura mais no carisma de seus personagens (especialmente Koko) do que em sua trama, que carece de um pouco mais de substância. Ainda assim, é um anime divertido de assistir, que se distância das produções adolescentes e dos ecchis que dominam o mercado.




19 de out de 2013

[Resenha] O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano

Não é segredo para ninguém que a literatura fantástica nacional está ganhando cada vez mais espaço e um dos livros mais comentados do ano é O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano, publicado pela editora Casa da Palavra, através do selo Fantasy. Tantos elogios podem funcionar como uma faca de dois gumes, já que criam expectativas muito altas, como as que eu tinha quando comecei a ler.

Mas a obra de Solano não deixa por menos e consegue fazer jus à fama!

A história é ambientada no mundo fantástico de Kurgala e acompanha a saga do jovem guerreiro Adapak. Filho de um deus, ele passou a maior parte de sua vida oculto do mundo, adquirindo conhecimento e treinando para se tornar um espadachim sem igual. Porém, o ataque das forças de um misterioso inimigo obriga Adapak a partir em uma jornada para descobrir quem deseja matá-lo e qual é sua verdadeira origem.

Kurgala é um lugar que realmente chama a atenção. Enquanto a maioria das obras de fantasia busca inspiração em mitologias clássicas como a grega ou nórdica, Affonso Solano nos apresenta um mundo totalmente novo, povoado figuras exóticas, a começar pelo próprio Adapak: preto (ele não é afro-descendente, sua pele é mesmo da cor preta), de olhos totalmente brancos e sem orelhas.

O universo do livro ainda tem mitologia própria e é habitado por dezenas de raças nunca antes vistas, como lindas donzelas de pele roxa, homens-polvo de olhos gigantes, guerreiros de três braços, entre muitos outros. Prepare-se para exercitar sua imaginação!

A narrativa de Solano é sinérgica e flui de forma bastante agradável e envolvente. Muitas vezes o autor utiliza a ingenuidade de Adapak sobre o mundo para criticar a sociedade.

São muitos os pontos positivos do livro, mas também há ressalvas. O texto não costuma relembrar as características de cada raça e, como são muitas, me vi confuso em alguns momentos sobre a aparência deste ou daquele personagem. O clímax da trama vem de uma forma um tanto abrupta, acompanhado de um longo discurso do vilão explicando todos os detalhes do seu plano – algo que não fica legal.

O final do livro lembra mais a conclusão de um arco do que de uma história completa, deixando muitas pontas soltas para serem atadas no segundo volume.

Não costumo comentar sobre o preço dos livros que resenho, mas nesse caso, acho que é uma discussão válida. O valor cobrado varia de algo em torno de 25 reais podendo chegar até a 35 reais em algumas livrarias (salgado para um livro de meras 250 páginas).

No fim, O Espadachim de Carvão é uma ótima experiência e os pontos negativos são pequenos comparados com suas qualidades e não comprometem a ótima experiência. Recomendado!

FICHA TÉCNICA
O ESPADACHIM DE CARVÃO

Autor: Affonso Solano
Lançamento: 2013
Número de páginas: 250
Editora: Casa da Palavra

12 de out de 2013

A oitava geração dos videogames

O mercado dos games está mais consolidado do que nunca. O faturamento monstruoso de GTA 5 (muito acima de qualquer outra mídia de entretenimento nos últimos anos) chamou a atenção até de que quem nunca deu muita bola para os jogos eletrônicos. É nesse clima de grandes expectativas para o futuro que mais uma geração de consoles vêm chegando, a oitava.

Um rápido resumo sobre a evolução dos games e os principais consoles de cada fase:


1ª. geração: Atari 2600 reina absoluto;
2ª. geração (8 bits): Nintendinho, Master System;
3ª. geração (16 bits): Super Nintendo, Mega Drive e, correndo por fora, Neo Geo - essa ainda é uma das eras mais queridas pelos gamers das antigas;
4ª. geração (32 bits): Playstation, Sega Saturn e Neo Geo CD;
5ª. geração (64 bits): mesmo tecnologicamente superior, o Nintendo 64 não consegue retomar o mercado;
6ª. geração (128 bits): com o fracasso do Dreamcast (da Sega), o mercado se resume a três fabricantes de consoles. É a era do Playstation 2 da Sony, do XBox da Microsoft e do Game Cube da Nintendo;
7ª. geração (a mais longa de todas): Playstation 3, XBox 360 e Nintendo Wii.

A oitava geração vem cheia de expectativa, já que ao contrário do que vinha acontecendo, teremos 2 novos consoles bem diferentes entre si. Me parece que o Playstation 4 tem seu foco nos heavy gamers, investindo em um hardware poderoso e mais investimentos nos independentes; já o XBox One aposta na integração de várias plataformas como TV on demand e compatibilidade com o Skype.

E então, qual é a preferência de vocês? PS4 ou X OneAbaixo tem um vídeo com os principais jogos já confirmados (exclusivos e multiplataforma).